Aprovação da listagem da Azul na NYSE
A Azul (AZUL3) anunciou ao mercado, nesta segunda-feira (6), que as American Depositary Shares (ADSs), que representam duas ações ordinárias da empresa, tiveram sua listagem aprovada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).
Com essa aprovação, a companhia planeja cancelar sua listagem voluntariamente na NYSE American. A diferença entre a NYSE e a NYSE American reside no fato de que a NYSE American é voltada para empresas de pequeno a médio porte.
A companhia aérea espera que a nova listagem ocorra na próxima quinta-feira (9). As negociações das ADSs estão previstas para começar sob o código AZUL a partir dessa data, sujeitas ao cumprimento das condições aplicáveis.
John Rodgerson, CEO da Azul, comentou: “Nossa listagem na Bolsa de Valores de Nova York marca o início de um novo capítulo para a Azul. Após nossa bem-sucedida reestruturação, saímos como uma empresa mais forte, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo.”
O executivo mostrou expectativa de que esse movimento aumente a visibilidade da companhia na comunidade global de investimentos, amplie o acesso a investidores institucionais e fortaleça a posição da empresa nos mercados de capitais.
Notificação à NYSE American
A Azul informou que já notificou a NYSE American sobre sua intenção de encerrar a listagem. A empresa pretende protocolar um requerimento no Form 25 junto à Securities and Exchange Commission (SEC) para cancelar a listagem na NYSE American, no mínimo, 10 dias corridos após a entrega da notificação. Assim, o cancelamento pode ocorrer em ou após 16 de julho de 2026.
Vale ressaltar que as ações ordinárias da companhia continuarão a ser listadas e negociadas na B3 sob o código AZUL3. Os atuais titulares de ações ordinárias e de ADSs não precisam adotar providências em decorrência da transferência de listagem da NYSE American para a NYSE.
Fim da recuperação judicial da Azul
Em 20 de fevereiro, a Azul anunciou a finalização de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos, resultando na saída do Chapter 11, após o cumprimento de todas as condições estabelecidas no plano de reorganização.
Com o encerramento desse processo, a companhia aérea conseguiu reduzir sua dívida de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão. Além disso, a empresa cortou cerca de 40% do endividamento relacionado ao arrendamento de aeronaves e diminuiu em mais de 50% os pagamentos anuais de juros se comparado ao período anterior ao Chapter 11.
De acordo com declarações do CEO, John Rodgerson, feitas em uma coletiva de imprensa logo após o anúncio, a prioridade da Azul após a saída do Chapter 11 é a redução da alavancagem e foco na geração de caixa.
No mês passado, o executivo destacou à Reuters que a empresa intensificou os cortes na capacidade operacional devido ao aumento dos preços do combustível de aviação, afetados pela guerra no Irã. A companhia continuará a reduzir a quantidade de voos para proteger o caixa em um cenário econômico incerto.
Fonte: www.moneytimes.com.br

