Destaques Corporativos de Hoje
Ações da Azul (AZUL53) e Nova Oferta de Capital
A companhia aérea Azul (AZUL53) anunciou a aprovação de um novo plano de negócios e a confirmação de aportes financeiros para antecipar a saída do processo de recuperação judicial, conhecido como Chapter 11, nos Estados Unidos. Em comunicado divulgado na madrugada desta quarta-feira (21), a empresa informou que realizará uma oferta pública com o objetivo de captar até US$ 950 milhões.
Segundo o fato relevante, a oferta contará com apoio de certos stakeholders e um ou mais investidores estratégicos, conforme o plano de recuperação. A Azul esclareceu que as ações emitidas durante a oferta pública serão a um preço que representa um desconto de 30% em relação à avaliação da companhia definida no plano de Chapter 11, o que poderá provocar uma diluição adicional de aproximadamente 80% da base acionária existente.
Multiplan (MULT3) Confirma Invasão de Aplicativo e Vazamento de Dados
A empresa Multiplan (MULT3), responsável pela administração de vários shoppings no Brasil, confirmou que seu aplicativo, conhecido como Multi, foi alvo de um ataque cibernético no dia 10 de janeiro. Alguns dados de clientes podem ter sido acessados pelos invasores.
Em nota oficial, a Multiplan destacou que as informações potencialmente acessadas incluem dados cadastrais dos usuários do aplicativo, além da data de validade e os quatro últimos dígitos de seus cartões de crédito. Entretanto, a empresa assegura que dados mais sensíveis, como informações completas de cartões de crédito, não foram acessados.
Clientes informaram nas redes sociais que receberam uma mensagem de SMS da empresa sobre o incidente, que incluía um link, onde a Multiplan orienta os consumidores a estarem atentos a comunicações suspeitas ou atividades não reconhecidas em relação ao aplicativo. A nota também menciona que, em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato através de e-mail.
Liquidação do Will Bank pelo Banco Central
Nesta quarta-feira (21), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, empresa controlada pelo conglomerado Master, que estava sob regime de administração especial temporária (Raet) desde 18 de novembro do ano anterior. O Will Bank havia sido mantido após a determinação de liquidação do Master, com a expectativa de que houvesse interessados na aquisição da instituição, o que não se concretizou.
Vale lembrar que, antes do caso Master ganhou notoriedade com a operação Compliance Zero, o apresentador Luciano Huck chegou a ser mencionado como um potencial comprador do Will Bank, mas decidiu não prosseguir com a negociação.
Rebaixamento da Nota de Crédito da CSN (CSNA3) Pela S&P Global
A agência de classificação de riscos S&P Global rebaixou a nota de crédito da CSN (CSNA3) de ‘BB-’ para ‘B+’ na escala global, em razão dos riscos relacionados à execução e ao cronograma do plano anunciado pela empresa para a redução da alavancagem. Este movimento ocorreu logo após a siderúrgica divulgar seu planejamento para a venda de ativos, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer sua saúde financeira.
A expectativa é que a CSN consiga diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões de seu endividamento neste ano. Com uma carga menor de dívidas, a empresa pretende focar em operações mais rentáveis e com um potencial maior de crescimento, buscando dobrar o seu Ebitda em até oito anos e alcançar um índice sustentável de alavancagem em torno de uma vez entre sua dívida líquida e Ebitda.
Atualmente, analistas da S&P Global projetam que a alavancagem ajustada da CSN permanecerá acima de 5,0 vezes em 2026, caso as vendas dos ativos não se concretizem. A agência manifesta reconhecimento pelos esforços da empresa em melhorar sua estrutura de capital e reduzir a carga de juros, mas avisa que existem riscos associados à execução oportuna de transações significativas.
Dividendos da JHSF (JHSF3) e Pagamentos Mensais até 2026
A JHSF Participações (JHSF3) comunicou, na noite de terça-feira (20), o valor atualizado dos dividendos intermediários que serão pagos aos acionistas ao longo de 2026. No total, a empresa prevê distribuir R$ 550 milhões, correspondente a R$ 0,82252 por ação, conforme o comunicado ao mercado.
Os proventos serão realizados em 12 parcelas mensais, sendo que cada uma delas totalizará R$ 45,8 milhões, equivalendo a R$ 0,06854 por ação, considerando a atual base acionária. O primeiro pagamento terá como data-base o dia 20 de janeiro, com as ações sendo negociadas como “ex-dividendos” a partir de 21 de janeiro, e o pagamento ocorrerá em 29 de janeiro. Esse cronograma se repetirá ao longo do ano.
A companhia ressaltou que os valores podem sofrer ajustes durante o período em função do programa de recompra de ações em vigor e do eventual exercício de planos de opção de ações, que podem alterar a quantidade de papéis com direito aos proventos.
Venda de Madeira em Pé pela Dexco (DXCO3)
A empresas Dexco (DXCO3) informou ter vendido 1,2 milhão de metros cúbicos de madeira em pé para um grupo do setor. A operação está alinhada com a estratégia de desalavancagem da empresa e foi possibilitada por meio do aumento da produtividade das florestas e por aquisições, sem afetar o maciço florestal dedicado à produção de painéis de madeira.
A Dexco acrescentou que parte do ativo florestal adicional foi adquirida mediante a utilização de terras próprias como forma de pagamento, sendo que essas terras continuarão sob gestão e propriedade da empresa para a produção de floresta nos próximos anos.
Recentemente, o Itaú Unibanco anunciou um investimento de aproximadamente R$ 200 milhões em uma sociedade de propósito específico da Dexco voltada ao setor florestal.
Reestruturação Direcional da Tenda (TEND3)
A construtora Tenda (TEND3) comunicou, na terça-feira (20), uma reorganização em sua Diretoria Executiva, com a finalidade de aumentar a eficiência operacional de suas unidades de negócio, denominadas Tenda e Alea, ao mesmo tempo em que busca acelerar a captura de sinergias corporativas.
O executivo Luis Gustavo S. Martini, que anteriormente ocupava o cargo de diretor executivo da Alea, será responsável pela nova Diretoria Executiva de Digital e Marketing da holding, englobando tanto a Tenda quanto a Alea. Martini traz mais de 20 anos de experiência no gerenciamento de unidades de negócios e iniciativas de inovação, tendo passado por empresas de renome, como Wine, Natura e Amazon. Ele é engenheiro mecânico graduado pela USP, possui mestrado pelo ITA e uma pós-graduação em Marketing pela FGV.
Com essa mudanças na estrutura de gestão, os diretores da Alea passarão a se reportar diretamente ao CEO da Tenda, Rodrigo Osmo. De acordo com a companhia, essa nova configuração visa promover uma gestão mais integrada e ágil entre as duas operações.
Participação da Mastercard na Westwing (WEST3)
A Westwing (WEST3) informou no final da terça-feira (20) que a Mastercard Brasil agora detém 31,87% do seu capital social, o que corresponde a cerca de 3,54 milhões de ações. Contudo, essa movimentação não representa uma entrada estratégica da Mastercard como acionista na plataforma de e-commerce de decoração, especialmente considerando que a empresa de cartões de crédito havia recentemente interrompido a aceitação de compras com cartões vinculados ao Will Bank, pertencente ao Grupo Master.
No comunicado da Westwing, não foram especificados os detalhes da origem das ações agora sob controle da Mastercard. Contudo, fontes ouvidas pelo Money Times indicam que a participação adquirida pela instituição financeira é oriunda do Banco Master e de Nelson Tanure. As gestoras WNT e Trustee, apontadas pela Polícia Federal como ligadas a ambos, detinham 39,4% e 5,6%, respectivamente, do capital social da Westwing.
Recentemente, Tanure enfrentou uma série de reveses, pois tornou-se alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, investigação que apura irregularidades no Banco Master. Essa operação incluiu a apreensão de seu celular pela Polícia Federal, bloqueio de bens e a venda de ações em companhias.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

