Ibovespa registra queda de 5% na semana
Na última semana, o Ibovespa, que é o principal índice da bolsa brasileira, sofreu uma significativa desvalorização de 5%. Essa queda se deu em função de um clima de aversão ao risco, motivado pelo aumento das tensões no conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã. Entretanto, a Petrobras (PETR4) conseguiu se destacar positivamente, com suas ações ordinárias e preferenciais fechando em alta de 5% na sexta-feira, 6 de outubro. Esse desempenho foi impulsionado pelo balanço financeiro do quarto trimestre de 2025, pelo anúncio de dividendos e pela elevação no preço do petróleo.
Petrobras (PETR4) anuncia pagamento de R$ 8,1 bilhões em JCP
No dia 5 de outubro, a Petrobras (PETR4) comunicou que seu conselho de administração aprovou a proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em remuneração aos acionistas, referente ao quarto trimestre de 2025. Essa proposta será apresentada na Assembleia Geral Ordinária (AGO), marcada para o dia 16 de abril de 2026.
Caso a proposta receba a aprovação dos acionistas, os proventos serão pagos em duas parcelas, ambas na forma de juros sobre capital próprio. A primeira parcela, no valor de R$ 0,31311454 por ação, será disponibilizada no dia 20 de maio de 2026, enquanto a segunda no mesmo valor será paga em 22 de junho de 2026.
Na mesma semana, o petróleo Brent teve uma alta acumulada de 27%, superando a marca de US$ 90, em decorrência do fechamento do Estreito de Ormuz, que é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo bruto. Nesse contexto, o BTG Pactual recomenda a compra das ações da Prio (PRIO3), definindo um preço-alvo de R$ 56. A instituição considera a Prio como a principal escolha no setor, e, segundo os analistas, as discussões recentes sobre o grau de captura da alta do petróleo pela companhia indicam que as ações devem acompanhar o movimento do petróleo Brent. O resultado do quarto trimestre de 2025 e o início da produção em Wahoo sustentam essa tese, que é reforçada ainda mais pelo aumento nos preços da commodity nos mercados futuros.
Receita Federal divulga regras em 16 de março
A Receita Federal anunciou que as normas para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2026 serão divulgadas no dia 16 de março, às 10 horas, durante uma coletiva de imprensa. O anúncio, que tradicionalmente ocorre na primeira quinzena do mês, foi adiado para o início da segunda quinzena, o que poderá resultar em um período mais curto para que os contribuintes enviem o documento, em comparação a anos anteriores.
Como o dia 15 de março cai em um domingo, as regras serão divulgadas em uma segunda-feira, o que se espera que faça com que o início das transmissões das declarações ocorra apenas a partir do dia 17 de março. O prazo para a entrega das declarações está previsto para se encerrar no dia 29 de maio, considerando que os dias 30 e 31 de maio coincidem com um final de semana. Esse arranjo resultará em menos tempo para o preenchimento e a transmissão da declaração em comparação a 2025.
XP Investimentos revisa projeção do Ibovespa
A XP Investimentos atualizou sua projeção para o Ibovespa, estabelecendo um novo preço-alvo de 196 mil pontos, o que representa um aumento em relação à projeção anterior de 190 mil pontos. Essa revisão leva em conta o início do ciclo de cortes de juros, além de revisões positivas nas estimativas de preço-alvo para ações por parte dos analistas.
Durante o mês de fevereiro, observou-se uma continuidade no fluxo de capital estrangeiro para fora dos Estados Unidos. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo o presidente dos EUA, Donald Trump, somadas à incerteza em torno de uma possível bolha relacionada à inteligência artificial, criaram um cenário favorável para os mercados emergentes, incluindo o Brasil.
No decorrer do mês, o Ibovespa atingiu máximas históricas, impulsionado por um forte rali, e a XP acredita que esse movimento pode “persistir no curto prazo”. Contudo, os analistas alertam que existe a possibilidade de que investidores migrem para um “trade de convergência”, direcionando suas atenções para nomes e setores que ficaram para trás em relação à valorização do mercado.
Fonte: www.moneytimes.com.br

