Banco Central Anuncia Liquidação Extrajudicial da Cooperativa Creditag
O Banco Central divulgou na quinta-feira, 16 de abril, a decisão de realizar a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros, conhecida como Creditag. A medida foi tomada após a constatação de que a saúde econômico-financeira da cooperativa estava comprometida de maneira significativa. A decisão reflete o elevado risco enfrentado pelos credores, principalmente devido à falta de garantias para o recebimento dos valores devidos pela instituição.
Encerramento das Operações e Processo de Liquidação
Com a liquidação extrajudicial, as operações da Creditag serão encerradas e a cooperativa passará por um processo formal de liquidação, o qual será administrado por um liquidante designado pela autoridade monetária. O propósito desta ação é organizar o pagamento das obrigações da cooperativa dentro das possibilidades disponíveis, levando em conta a situação patrimonial que foi identificada durante a avaliação.
Características da Cooperativa
Informações fornecidas pelo Banco Central indicam que a Creditag é uma cooperativa independente de pequeno porte, situada na classificação S5 dentro da regulação prudencial. Em dezembro de 2025, a participação da cooperativa no ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) era extremamente diminuta, correspondendo a aproximadamente 0,0000226%. Essa condição limita o potencial de impactos sistêmicos mais significativos no sistema financeiro.
Fundada em 2003 na cidade de Mineiros, localizada no estado de Goiás, a cooperativa tinha como objetivo atuar no suporte ao equilíbrio financeiro dos seus cooperados, tanto em relação à aplicação de recursos quanto à captação de investimentos. Contudo, a deterioração progressiva da sua estrutura financeira resultou na necessidade de intervenção regulatória por parte das autoridades competentes.
Apuração de Responsabilidades
O Banco Central anunciou que continuará com a apuração de responsabilidades dentro do âmbito de sua competência legal. Como parte das medidas iniciais, foi determinado o bloqueio dos bens dos ex-administradores da cooperativa. Essa situação pode levar a sanções administrativas, além do envio de informações a outros órgãos competentes, para que possam ser tomadas as devidas providências adicionais nos desdobramentos do caso.
Fonte: br.-.com