Nova Regulação do Pix por Aproximação
Uma instrução normativa do Banco Central (BC) publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira, dia 17, estabeleceu a exclusão dos limites diários de R$ 500 para transações de Pix por aproximação. Esta nova norma começará a vigorar em 1º de outubro de 2026. A publicação também revoga artigos da instrução anterior datada de agosto de 2024, que impunham tal teto. Com essa alteração, os usuários poderão solicitar tanto o aumento quanto a redução do limite para esta modalidade.
Funcionamento do Pix por Aproximação
O Pix por aproximação foi introduzido em fevereiro de 2025 e opera de maneira similar aos cartões de crédito e débito que estão cadastrados em carteiras digitais. Desde a sua implementação, todas as instituições financeiras passaram a oferecer obrigatoriamente essa funcionalidade. Ademais, o sistema permite que consumidores integrem o Pix a suas carteiras digitais, como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay. Isso elimina a necessidade de acessar o aplicativo da instituição financeira para realizar transações.
Para ativar a funcionalidade de Pix por aproximação, o consumidor deve vincular a conta bancária à carteira digital no celular. As etapas para essa vinculação são as seguintes:
- Acesse a carteira digital.
- Selecione a opção para vincular a conta à carteira.
- O aplicativo do banco será ativado.
- Autorize a vinculação do Pix por aproximação à carteira digital.
Processo de Utilização do Pix por Aproximação
Para efetuar um pagamento utilizando o Pix por aproximação, o procedimento é semelhante ao dos cartões vinculados ao celular. As etapas para realização do pagamento incluem:
- Informar ao atendente qual meio de pagamento será utilizado.
- Verificar se todas as informações de pagamento estão corretas.
- Aproximar o celular da máquina de pagamento.
- Autorizar a finalização da transação pelo sistema de Pix.
Adoção do Pix no Brasil
O Pix, em pouco mais de cinco anos de operação, se estabeleceu como o meio mais comum para realizar transações financeiras entre a população brasileira, sendo utilizado por 76,4% da população. Desde sua criação, a plataforma movimentou mais de R$ 75,4 trilhões e registrou cerca de 181,6 bilhões de operações, conforme dados do Banco Central compilados pela CNN Money no final do ano passado.
De acordo com Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, o Pix desempenhou um papel fundamental na ampliação do acesso ao sistema bancário no Brasil nos últimos anos, facilitando a obtenção de crédito e promovendo o consumo.
Perspectivas Futuras do Pix
Durante uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal em maio deste ano, Galípolo destacou que não há concorrência entre o Pix e os cartões de crédito, mas sim que ambos desempenham papéis complementares. "O Pix incluiu pessoas que estavam à margem do sistema financeiro, permitindo que passassem a contar com contas bancárias e, consequentemente, com cartões de crédito", afirmou o presidente do Banco Central. Ele observou que a quantidade de clientes bancários cresceu com a introdução do Pix, e que essas pessoas evoluíram junto com a nova modalidade de pagamento.
Levantamentos recentes indicam que os pagamentos de mensalidades em escolas e instituições de ensino superior via Pix aumentaram em 21% em 2025, totalizando uma movimentação de R$ 690 milhões, de acordo com dados da Gennera. Além disso, a fintech de pagamentos Ebanx aponta que o Pix está prestes a consolidar sua liderança sobre os cartões de crédito no comércio eletrônico, prevendo que a moeda digital corresponderá à metade das transações nesse setor até 2028.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br