Os mercados financeiros iniciam a semana com atenção voltada aos pronunciamentos de Gabriel Galípolo e Jerome Powell sobre os rumos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. As declarações desses dois líderes podem influenciar as expectativas sobre possíveis alterações nas taxas de juros em ambos os países.
### Pronunciamento de Gabriel Galípolo
No cenário brasileiro, Gabriel Galípolo deve manter seu posicionamento conservador durante seu discurso nesta segunda-feira. A expectativa é que ele reforce a necessidade de manter as taxas de juros em patamares elevados pelo tempo necessário para que a meta de inflação de 3% ao ano seja alcançada. Apesar desse tom cauteloso, o mercado ainda opera com uma probabilidade de 75% de um corte na Selic já na primeira reunião do ano de 2026.
### Pronunciamento de Jerome Powell
Nos Estados Unidos, Jerome Powell fará um pronunciamento às 22h, no horário de Brasília, em um momento crucial para as expectativas de política monetária. O mercado norte-americano aposta fortemente na possibilidade de um corte de 0,25% nas taxas de juros na próxima reunião, apresentando uma probabilidade de 88% para essa medida, em contraste com 12% de chances de manutenção da faixa atual de juros, que está entre 3,75% e 4% ao ano.
### Mercado de Trabalho Aquecido
Os dados recentes do mercado de trabalho brasileiro demonstram uma resiliência considerável, com a taxa de desemprego atingindo uma nova mínima histórica de 5,4% em outubro. Esse número surge após três meses consecutivos em que a taxa se manteve em 5,6%, mesmo com a Selic em patamares elevados. Esses indicativos apontam para uma recuperação do emprego no Brasil, mesmo em um cenário de juros altos.
### Cenário Internacional
O cenário internacional também apresenta movimentações significativas. No Japão, o presidente do Banco Central, Kazuo Ueda, sinalizou a possibilidade de um aumento nas taxas de juros em resposta a preocupações relacionadas à inflação. Em adição, no mercado de petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) confirmou a manutenção dos níveis atuais de produção para o primeiro trimestre de 2026. Essa decisão resultou em uma alta de cerca de 2% no preço do barril, refletindo as dinâmicas do mercado global.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


