Aprovação de Juros sobre o Capital Próprio pelo Banco BMG
O Banco BMG (BMGB4) aprovou recentemente uma nova rodada de juros sobre o capital próprio, correspondente ao valor de R$ 87,7 milhões, conforme um comunicado oficial enviado ao mercado nesta quinta-feira, 11.
De acordo com o documento, o valor por ação será fixado em R$ 0,12495, com uma retenção de 15% de imposto de renda na fonte. Para os acionistas que desejam usufruir desse benefício, o prazo para aquisição das ações se estenderá até o dia 22 de dezembro. A partir de 23 de dezembro de 2025, as ações serão negociadas “ex-direito”. O pagamento aos acionistas está programado para ocorrer no dia 14 de janeiro de 2026.
Desempenho do BMG em Comparação a Outros Bancos
Embora não receba a mesma atenção que instituições como o Itaú (ITUB4) ou o Banco do Brasil (BBAS3), o Bmg ingressou na bolsa em 2019 durante a última onda de IPOs, mas ainda enfrenta desafios para se consolidar no mercado financeiro.
Flavio Guimarães, Vice-Presidente Financeiro do Banco BMG, ressaltou que, enquanto a instituição negocia a 0,6 vezes o preço sobre o valor patrimonial (P/BV), a ação apresenta um retorno de dividendos que gira em torno de 10%. Este percentual é considerado um dos mais elevados no contexto atual do mercado.
Guimarães foi um dos palestrantes convidados do AGF Day, um evento da família Barsi, onde compartilhou essas informações. Abaixo, segue uma tabela comparativa dos indicadores financeiros do Banco BMG com outros bancos do setor:
| ROE | P/BV | DY | |
|---|---|---|---|
| Banco Bmg (BMGB4) | 14,3% | 0,6x | 10,5% |
| Bancos médios listados | 15,9% | 1,3x | 5,4% |
| Bancos listados | 16,8% | 1,2x | 7,3% |
Segundo Guimarães, a instituição tem demonstrado consistência no pagamento de dividendos, não apenas com frequência, mas também em volumes que ultrapassam a marca de 10%. Ele mencionou: “Pagamos dividendos trimestralmente e, portanto, a cada ano temos dividendos.”
Sobre a possibilidade de criar um calendário de dividendos que possa oferecer previsibilidade ainda maior aos investidores, Guimarães afirmou que esse assunto será discutido internamente. “Mas, independentemente de um calendário, temos mantido pagamentos trimestrais. Sempre que divulgamos nossos resultados, comunicamos o valor do dividendo alguns dias depois. Essa é a nossa dinâmica atual.”
Diferenciais do BMG em Relação a Outros Bancos
O Vice-Presidente Financeiro do BMG, Flavio Guimarães, destaca que a instituição adota uma abordagem mais segura em suas operações, o que resulta em menor risco de inadimplência. Ele informa que 70% do crédito oferecido pelo banco é consignado e, dentro desse montante, 90% corresponde a operações voltadas para aposentados e pensionistas do INSS. Essa carteira de crédito é caracterizada por apresentar um risco soberano, o que significa um nível de risco bem reduzido no Brasil.
Para Guimarães, a estratégia de crédito do BMG é vista como conservadora e segura, sendo frequentemente descrita como anticíclica. No segundo trimestre, a carteira de crédito da instituição alcançou R$ 24,7 bilhões, refletindo um crescimento de 1,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou o trimestre em 3,8%, apresentando uma redução de 0,8 ponto percentual quando comparado ao mesmo intervalo de 2024.
Além disso, Guimarães informou que o banco mantém um custo fixo que não apresenta grandes variações. “Se, por algum motivo, nossos clientes preferirem utilizar apenas o aplicativo e não comparecerem mais às lojas, isso não será um problema. Nossa estrutura física é enxuta, portanto, não temos o ônus de manter uma rede de agências extensa, ao contrário de muitos outros bancos,” destacou.
Em seu último relatório, o banco revelou que registrou um lucro líquido recorrente de R$ 125 milhões, apresentando uma alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa melhora se deu não apenas pela rentabilidade, mas também pela redução na inadimplência registrada.
Fonte: www.moneytimes.com.br

