A Delta Air Lines e o Cenário Financeiro de 2025
A Delta Air Lines, por meio de seu CEO Ed Bastian, revelou que seus ganhos podem aumentar mais de 20% no ano de 2025, impulsionados pela demanda robusta em viagens, especialmente no segmento de alto padrão, podendo assim alcançar um recorde histórico.
Previsões de Lucratividade
No último relatório, a companhia estimou um lucro ajustado por ação entre US$ 6,50 e US$ 7,50 para este ano, em comparação com a previsão de analistas que estimavam um lucro de US$ 7,25 por ação.
Como a primeira companhia aérea a divulgar resultados trimestrais neste ano, a Delta previu um aumento nas vendas de até 7% nos primeiros três meses de 2026 e uma projeção de lucro ajustado entre US$ 0,50 e US$ 0,90 por ação para o primeiro trimestre, em comparação com a previsão de US$ 0,72 por ação feita por analistas consultados pela LSEG.
Segmentos de Receita e Crescimento
Bastian ressaltou que a Delta está posicionada no topo do que se denomina economia “K”, onde parte significativa da receita provém de clientes que gastam mais. Ele comentou: “Estamos avaliando nosso crescimento em assentos no próximo ano. De fato, nenhum de nosso crescimento em assentos ocorrerá na cabine principal; praticamente todo esse crescimento será no setor premium.”
A receita com bilhetes da cabine principal caiu 7% no quarto trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 5,62 bilhões. Em contraste, a receita com bilhetes premium, referentes aos assentos na dianteira do avião, aumentou em 9%, chegando a quase US$ 5,7 bilhões, superando a classe econômica padrão antes da previsão da Delta para que isso ocorre este ano. No entanto, para o ano completo, a receita da cabine principal ainda foi superior à das classes premium.
Reservas e Expectativas de Mercado
A Delta também observou um desempenho robusto nas reservas, tanto de clientes que viajam a lazer quanto de viajantes corporativos, nos primeiros dias do ano. A companhia aérea iniciou 2025 com expectativas de um ano recorde; entretanto, revisou suas estimativas após a implementação de tarifas pelo Presidente Donald Trump no início do ano passado e a maior paralisação do governo na história, que se estendeu até o final de novembro, impactando negativamente as viagens aéreas e as reservas.
Bastian adotou um tom mais cauteloso ao afirmar: “Não vamos projetar ou nos comprometer com uma previsão de lucro recorde até compreendermos a incerteza”. Ele enfatizou: “Estou ciente dos fatores de risco. Este último ano, e eu acredito que novamente este ano… [será] mais afetado pelo ambiente geopolítico, seja internacional ou em termos de política interna.”
Desempenho do Quarto Trimestre
O desempenho da empresa no quarto trimestre foi avaliado em comparação com as expectativas de Wall Street, com base nas estimativas consensuais da LSEG:
- Lucro por ação: US$ 1,55 ajustado em comparação com US$ 1,53 esperado.
- Receita: US$ 14,61 bilhões ajustados em comparação com US$ 14,69 bilhões esperado.
Ainda que suas previsões tenham sido ajustadas, a Delta reportou um lucro de US$ 1,22 bilhão para o quarto trimestre, o que equivale a US$ 1,86 por ação, apresentando um aumento de quase 45% em relação ao ano anterior, com receita de US$ 16 bilhões, um crescimento de 3% em relação a 2025. Após ajustes para itens não recorrentes, a Delta registrou um lucro de US$ 1,02 bilhão ou US$ 1,55 por ação, levemente superior às estimativas.
Crescimento dos Produtos Premium
Bastian declarou que o crescimento do produto premium está superando o crescimento das vendas na cabine principal, consolidando uma tendência já existente.
Novos Investimentos e Aquisições
No mesmo dia, a Delta anunciou a intenção de adquirir 30 Boeing 787-10 Dreamliners, marcando a primeira aquisição de aviões de longo alcance do fabricante norte-americano, com as vendas de jatos maiores aumentando.
A companhia aérea consagrou o Airbus A350 como seu principal avião de longo alcance há quase uma década e, posteriormente, aumentou sua dependência do fabricante europeu quando aposentou seus Boeing 777 durante a pandemia. A Delta informou que as entregas dos novos aviões começarão em 2031, evidenciando como as companhias aéreas estão garantindo slots de entrega até a próxima década.
A companhia possui opções para mais 30 unidades do 787-10 com a Boeing.
Fonte: www.cnbc.com


