Desempenho da Braskem no Pregão
A Braskem (BRKM5), na primeira hora do pregão desta quarta-feira, registrou uma queda de 7,59% (R$ 9,25) em resposta à notícia veiculada pela Bloomberg, que informou que a empresa busca apoio de seus credores para iniciar um processo de recuperação extrajudicial (RE) antes do pagamento de dívidas programado para julho.
Esse movimento fez com que a companhia liderasse, no início da sessão de negócios, a ponta negativa do Ibovespa (IBOV), que operava em baixa em meio à cautela do mercado externo, influenciada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Conforme noticiado pela Bloomberg, a Braskem está considerando o pedido de recuperação extrajudicial, que será feito assim que conseguir o apoio dos detentores de um terço de sua dívida. No entanto, a possibilidade de buscar a proteção judicial por meio de uma medida cautelar ainda não está descartada.
Anteriormente, a Braskem já havia ponderado sobre a adoção da medida cautelar em meio à pressão financeira que enfrenta.
Por volta das 11h09 (horário de Brasília), as ações da BRKM5 apresentavam uma queda de 2,30%, negociadas a R$ 9,78. No mesmo período, o índice Ibovespa recuava 1,64%, atingindo 171.347,75 pontos.
Qual é o cenário da Braskem?
No primeiro trimestre de 2026, a Braskem publicou um lucro líquido de R$ 1,446 bilhão, representando um aumento de 107% em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o balanço divulgado em meados de maio.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente totalizou R$ 1,0 bilhão no primeiro trimestre, o que significa uma queda de 24% em relação ao ano anterior. A receita líquida da companhia também sofreu uma redução de 20%, alcançando R$ 15,488 bilhões.
Nos últimos anos, a Braskem tem enfrentado um ambiente global desafiador para o setor petroquímico, caracterizado por margens de lucro reduzidas e uma diminuição na demanda em mercados estratégicos. A situação financeira da empresa foi ainda mais prejudicada por questões relacionadas aos desdobramentos do desastre ambiental ocorrido em Maceió.
Adicionalmente, a Novonor, antiga Odebrecht, está buscando vender a participação que possui na companhia.
Fonte: www.moneytimes.com.br