Revisão das Projeções para a Iochpe-Maxion pelo BTG Pactual
O BTG Pactual revisou suas projeções para a Iochpe-Maxion (MYPK3) e rebaixou a recomendação da ação de compra para neutra, reduzindo o preço-alvo de R$ 19 para R$ 14 por papel. Essa alteração foi comunicada em um relatório divulgado na segunda-feira, dia 29.
Cenário Desafiador no Setor Automotivo
Os analistas do BTG Pactual indicaram que o cenário mais desafiador tanto no setor automotivo global quanto no doméstico limita os gatilhos para valorização a curto prazo, apesar de o valuation da empresa ser considerado atrativo. Durante o pregão do dia, a ação apresentou uma queda de mais de 2%.
Fatores que Justificam a Revisão
Entre os fatores que motivaram essa revisão, o BTG destaca a demanda mais fraca do que o esperado nos Estados Unidos, principalmente em relação aos componentes estruturais, que representam aproximadamente metade dos volumes da região.
O banco também menciona a valorização do real como um fator que pressiona as receitas dolarizadas da empresa. Além disso, aponta o ritmo mais lento de desalavancagem e uma perspectiva menos favorável para a indústria automotiva no Brasil.
Composição da Receita da Companhia
Cerca de 54% da receita da Iochpe-Maxion provém da América do Norte e da Europa, regiões onde a produção continua fraca. Os analistas do BTG preveem números menos animadores para o terceiro trimestre, com uma receita líquida estimada em R$ 3,9 bilhões, o que representa uma queda de 2% quando comparado ao ano anterior. O Ebitda esperado é de R$ 399 milhões, indicando uma retração de 9%.
Expectativas sobre Margens e Lucros
De acordo com o relatório, a margem da empresa deverá ser de 10%. O lucro líquido é projetado em R$ 40 milhões, um valor que está significativamente abaixo dos R$ 109 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
A menor produção na América do Norte deve impactar negativamente os resultados da companhia, sendo agravada pelas novas tarifas de importação de 25% que incidirão sobre os caminhões nos EUA, a partir de 1º de outubro, aumentando a incerteza na cadeia produtiva.
Desafios Globais para a Indústria Automotiva
O cenário global para a indústria automotiva continua desafiador. A produção de veículos leves deve ter um crescimento de apenas 2% em 2025, enquanto se espera uma queda de 1% em 2026, com previsões de recuo na produção tanto na América do Norte quanto na Europa.
No Brasil, a Anfavea revisou suas estimativas de vendas para 2025, passando a prever um aumento de 6% para veículos leves, e uma diminuição de 5% para veículos pesados, resultado de juros elevados, desaceleração econômica nos Estados Unidos e uma atividade econômica interna mais fraca.
Diversificação e Perspectivas Futuras
Para o BTG, a diversificação geográfica da Iochpe-Maxion ajuda a mitigar algumas pressões enfrentadas, contudo, os desafios internacionais e a ausência de sinais claros de recuperação mantêm a recomendação neutra.
O banco observa que pode revisar sua perspectiva de forma mais otimista sobre a empresa caso haja uma recuperação mais rápida nos volumes globais, um avanço consistente na desalavancagem e uma maior geração de caixa.
Considerações Finais
Os analistas do BTG Pactual seguem monitorando as condições de mercado e o desempenho da Iochpe-Maxion, considerando diversos fatores que poderão influenciar a performance da empresa nos próximos períodos.
Fonte: www.moneytimes.com.br


