Brasil se consolida como parceiro estratégico do Japão em recursos de terras raras, afirma embaixador.

Brasil se consolida como parceiro estratégico do Japão em recursos de terras raras, afirma embaixador.

by Fernanda Lima
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A demanda crescente por minerais críticos em nível global tem fortalecido a colaboração entre Brasil e Japão, particularmente no segmento de terras raras. O governo japonês considera o Brasil um país estratégico nesse contexto, posicionando-o como a segunda maior potência mundial em reservas desse tipo de mineral, ficando atrás apenas da China.

Em uma entrevista exclusiva à CNN, Yasushi Noguchi, embaixador japonês no Brasil, explicou como essa parceria pode fortalecer a segurança econômica de ambos os países. Ele destacou que a segurança econômica é uma das prioridades principais do Japão, o que torna o Brasil um parceiro de grande interesse.

Redução da Dependência da China

Noguchi enfatizou que o Japão almeja diminuir sua dependência em relação aos minerais críticos que são importados da China. “Para nós, o Brasil é extremamente atraente, sendo considerado a segunda potência em terras raras no mundo, logo após a China”, afirmou o embaixador.

Ele acrescentou que diversas empresas japonesas já estão se unindo a companhias brasileiras no desenvolvimento de minerais críticos, incluindo as terras raras.

Valor Agregado como Prioridade

Quando indagado se o interesse japonês se limitava apenas à extração de terras raras ou se incluía também o beneficiamento desses minerais em território brasileiro, Noguchi foi categórico.

“Esse é um ponto de grande relevância, uma vez que o governo brasileiro enfatiza a importância de criar valor agregado, e não apenas exportar minerais”, observou. O embaixador destacou que o objetivo não é tratar as terras raras como meras commodities, mas sim processá-las de uma maneira que amplie seu valor antes da exportação.

Para exemplificar essa colaboração, Noguchi mencionou a parceria entre empresas japonesas e a brasileira CBMM, que é produtora de nióbio. De acordo com ele, essas companhias estão atuando em conjunto para desenvolver baterias de próxima geração utilizando o nióbio produzido pela CBMM.

“Dessa forma, conseguiremos criar algo com valor agregado. Com o suporte de empresas e tecnologia japonesas, estamos prontos para ajudar o Brasil nesse aspecto”, concluiu Noguchi.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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