A Discussão sobre o Fim da Escala 6×1
A discussão acerca do fim da escala 6×1 voltou a ganhar destaque no cenário econômico e trabalhista do Brasil, especialmente após sinalizações de que a medida poderá avançar no Congresso Nacional.
Críticas ao Momento do Debate
Alfredo Cotait, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), criticou a reabertura do tema durante o período eleitoral. Ele considerou este momento como inadequado para uma deliberação de tal importância.
Em declarações à CNN Money, Cotait afirmou que a expectativa do setor era de discutir este assunto apenas após as eleições. Segundo ele, a discussão nesse momento compromete um debate mais aprofundado, especialmente em relação às particularidades de cada setor da economia.
“Consideramos inadequado discutir esse tema em período eleitoral, pois isso impede um debate apropriado, principalmente em relação aos aspectos específicos de cada setor”, declarou Cotait.
Setores com Escalas Diferentes
O representante da CACB enfatizou que cada setor possui sua própria escala de trabalho, ressaltando que a jornada não pode ser tratada de maneira uniforme e universal.
Para ele, a pressa em aprovar o fim da escala 6×1 pode resultar em um equívoco.
“A jornada não pode ser imposta de forma uniforme e universal”, afirmou Cotait. Ele adicionalmente argumentou que uma emenda constitucional não deveria restringir a liberdade de escolha no âmbito do trabalho.
A Modernização do Mercado de Trabalho
Apesar das críticas em relação ao momento escolhido para o debate, Cotait afirmou que a CACB não se opõe à discussão em si, considerando a modernização e o surgimento de novas relações trabalhistas.
Cotait expressou preocupação com a decisão de incluir o tema novamente na pauta do Senado para votação durante este período eleitoral. Ele disse não saber quais serão os desdobramentos, mas demonstrou esperança de que prevaleça o bom senso entre os senadores.
“Espero que a sensatez prevaleça entre os senadores e que possamos ter uma discussão adequada”, concluiu.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
