Cade Autoriza Venda de Usina de Geração Distribuída da Raízen (RAIZ4) ao Grupo Gera

Cade Autoriza Venda de Usina de Geração Distribuída da Raízen (RAIZ4) ao Grupo Gera

by Ricardo Almeida
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Venda de ativo da Raízen é aprovada pelo Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concedeu, sem restrições, aprovação para a venda de um ativo de geração distribuída da Raízen (RAIZ4) ao Grupo Gera Energia.

A operação consiste na aquisição, pela Bio Gera Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais, de 100% da Bio Polaris Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais II, uma empresa que é controlada indiretamente pela Raízen e atua no segmento de geração de energia distribuída por meio de biogás.

Conforme informado pela Raízen, essa transação integra sua estratégia de desinvestimento no segmento de geração distribuída, com o objetivo de concentrar seus recursos e esforços em suas atividades principais.

Por sua vez, o Grupo Gera considerou a aquisição como uma estratégia para ampliar sua atuação no setor, tanto em mercados já existentes quanto em novas oportunidades. A Bio Polaris possui uma central de minigeração que é alimentada a biogás.

No ano anterior, a Raízen já havia realizado a venda de 55 usinas de geração distribuída, que possui uma capacidade instalada de até 142 megawatts-pico (MWp), para a Thopen Energia e também para o próprio Grupo Gera. Essa operação foi avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões.

Recentemente, o Cade também aprovou transações de menor porte que envolvem ativos remanescentes da companhia dentro desse segmento.

Reestruturação da dívida da Raízen

A Raízen, atualmente passando por um processo de recuperação extrajudicial, apresentou aos seus credores os detalhes de um plano para reestruturar uma dívida que totaliza US$ 12,6 bilhões. A proposta inclui um período de carência de, pelo menos, cinco anos e prevê a possibilidade de conversão de parte da dívida em participação acionária na empresa, conforme informações divulgadas pela agência de notícias Bloomberg.

De acordo com a agência, a companhia está buscando que, ao menos, 45% dessa dívida seja convertida em ações, o que resultaria em os credores possuindo até 70% das ações ordinárias, considerando um valor estipulado de R$ 0,40 por ação.

Esse plano, se implementado, poderia resultar em uma redução significativa na alavancagem da Raízen, modificando a relação de 5,3 vezes o Ebtida para 3,5 vezes. Além disso, essa reestruturação poderia facilitar uma eventual separação entre as unidades de negócios de açúcar e etanol e os de distribuição de combustíveis.

*Com informações do Broadcast

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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