Venda de ativo da Raízen é aprovada pelo Cade
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concedeu, sem restrições, aprovação para a venda de um ativo de geração distribuída da Raízen (RAIZ4) ao Grupo Gera Energia.
A operação consiste na aquisição, pela Bio Gera Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais, de 100% da Bio Polaris Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais II, uma empresa que é controlada indiretamente pela Raízen e atua no segmento de geração de energia distribuída por meio de biogás.
Conforme informado pela Raízen, essa transação integra sua estratégia de desinvestimento no segmento de geração distribuída, com o objetivo de concentrar seus recursos e esforços em suas atividades principais.
Por sua vez, o Grupo Gera considerou a aquisição como uma estratégia para ampliar sua atuação no setor, tanto em mercados já existentes quanto em novas oportunidades. A Bio Polaris possui uma central de minigeração que é alimentada a biogás.
No ano anterior, a Raízen já havia realizado a venda de 55 usinas de geração distribuída, que possui uma capacidade instalada de até 142 megawatts-pico (MWp), para a Thopen Energia e também para o próprio Grupo Gera. Essa operação foi avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões.
Recentemente, o Cade também aprovou transações de menor porte que envolvem ativos remanescentes da companhia dentro desse segmento.
Reestruturação da dívida da Raízen
A Raízen, atualmente passando por um processo de recuperação extrajudicial, apresentou aos seus credores os detalhes de um plano para reestruturar uma dívida que totaliza US$ 12,6 bilhões. A proposta inclui um período de carência de, pelo menos, cinco anos e prevê a possibilidade de conversão de parte da dívida em participação acionária na empresa, conforme informações divulgadas pela agência de notícias Bloomberg.
De acordo com a agência, a companhia está buscando que, ao menos, 45% dessa dívida seja convertida em ações, o que resultaria em os credores possuindo até 70% das ações ordinárias, considerando um valor estipulado de R$ 0,40 por ação.
Esse plano, se implementado, poderia resultar em uma redução significativa na alavancagem da Raízen, modificando a relação de 5,3 vezes o Ebtida para 3,5 vezes. Além disso, essa reestruturação poderia facilitar uma eventual separação entre as unidades de negócios de açúcar e etanol e os de distribuição de combustíveis.
*Com informações do Broadcast
Fonte: www.moneytimes.com.br

