Ronaldo Caiado na Sabatina do Jornal Nacional
Ronaldo Caiado (PSD) participou da sabatina do Jornal Nacional na terça-feira, dia 25, e não apresentou propostas detalhadas para as principais questões econômicas que enfrentaria caso fosse eleito presidente.
Regras de Saúde e Educação
Quando questionado sobre a possibilidade de alterar as regras que vinculam receitas para saúde e educação ao teto de gastos, o candidato afirmou que não faria mudanças nos pisos e no salário mínimo. “Pelo amor de Deus, isso é muito importante… eu jamais (mexeria) na minha vida… eu sou um médico, um cirurgião!” foi sua resposta enfática.
Cortes de Verba e Ajuste Fiscal
Os entrevistadores perguntaram repetidamente sobre as prioridades para cortes de verbas e os possíveis valores que seriam economizados para alcançar o ajuste fiscal. Caiado mencionou de forma genérica a necessidade de limitar as despesas à correção da inflação e citou categorias amplas que deveriam ser “adequadas”, como subvenções, incentivos fiscais, corrupção, salários considerados excessivos e emendas impositivas.
Sustentabilidade da Previdência
Quando questionado sobre como garantir a sustentabilidade do sistema de Previdência diante do envelhecimento populacional, Caiado se esquivou de fornecer detalhes técnicos, justificando: “Nós não estamos aqui numa mesa examinadora”. Ao serem feitas três perguntas diretas sobre a alteração da idade mínima para a aposentadoria, Caiado reiterou que seu plano se restringe a definir “metas” e “parâmetros máximos” gerais e voltou a mencionar tópicos vagos, como o combate à corrupção e a correção de salários distorcidos.
Falta de Propostas Estruturadas
Ao final da sabatina, ao ser questionado sobre a ausência de propostas concretas para os cidadãos brasileiros, Caiado expressou ter “medo de iluminados”. Ele argumentou que deve haver humildade para chamar especialistas e servidores públicos a fim de construir as propostas e encontrar soluções apenas após sua eventual eleição.
Segurança Pública
Outro tema amplamente discutido por Caiado foi a Segurança Pública. Desde o início da sabatina, o candidato declarou que o Brasil está “todo dominado pelas facções criminosas” e descreveu o país como “a Disneylândia do narcotráfico”.
Crime Organizado e Conivência do Governo
De acordo com ele, o crime organizado opera com a “conivência” do governo federal, mantendo cerca de 60 milhões de brasileiros “escravizados” pelo narcotráfico, sem apresentar detalhes ou fontes para esse dado.
Proposta de Polícia Unificada
A proposta principal de Caiado para a segurança é a criação de uma polícia unificada permanente, envolvendo o Brasil e os dez países da América do Sul que fazem fronteira com o território nacional. O objetivo é combater o tráfico de drogas, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro.
O candidato ressaltou que essa força policial teria “toda a liberdade de adentrar” nos países membros, incluindo o Brasil, sem que isso constitua uma ameaça à soberania nacional. Caiado negou que militares americanos teriam o direito de entrar no Brasil em decorrência de tal proposta.
Modelo de Integração e Comparação com Europol
Ao descrever o funcionamento desse modelo de integração, Caiado o comparou à Europol, a agência da União Europeia para a Cooperação Policial. No entanto, divergiu da jornalista Renata Vasconcellos, que destacou que a Europol apenas compartilha informações entre os países membros. Em contraste, a polícia proposta por Caiado teria a autoridade para realizar prisões em campo e entregar os detidos às autoridades locais.
Fonte: www.moneytimes.com.br
