Carga Tributária Bruta em 2025
A carga tributária bruta do governo geral, a qual inclui o governo central, estados e municípios, atingiu 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Este índice representa o maior patamar desde o início da série histórica em 2010. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 10 de abril, pelo Tesouro Nacional no Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta, mostrando uma elevação de 0,18 ponto percentual em comparação com 2024.
Definição do Indicador
O indicador de carga tributária bruta mede a proporção entre o total de tributos arrecadados pelas três esferas de governo e o tamanho da economia nacional. No que diz respeito ao governo central, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que acrescentou 0,23 ponto percentual ao PIB, refletindo o crescimento da massa salarial durante o período analisado.
Contribuições ao RGPS
Outro fator relevante foi o aumento das contribuições destinadas ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que apresentaram uma expansão equivalente a 0,12 ponto do PIB. Este movimento foi associado à reoneração gradual da folha de pagamentos e ao fortalecimento do mercado de trabalho. Além disso, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também contribuiu para a elevação da carga tributária, com um aumento de 0,10 ponto do PIB, impulsionado, em grande parte, por operações de crédito e câmbio.
Estados e Municípios
No âmbito estadual, houve uma redução de 0,09 ponto percentual no PIB referente à carga tributária. O principal fator que justifica essa diminuição foi a queda relativa na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Embora tenha ocorrido um crescimento nominal da receita, este aumento foi inferior ao crescimento do PIB, refletindo a composição do crescimento econômico, que se concentrou em setores com menor incidência desse imposto, conforme indicado pelo Tesouro Nacional.
Nos municípios, a carga tributária apresentou um leve aumento de 0,03 ponto do PIB. Este crescimento foi sustentado principalmente pela arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), que respondeu por 0,02 ponto, acompanhando a expansão do setor de serviços. Tributos sobre propriedades, como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), também contribuíram positivamente, embora em menor intensidade, enquanto os demais componentes permaneceram estáveis ao longo do período.
Estrutura da Arrecadação
A estrutura da arrecadação em 2025 manteve-se relativamente estável. Os impostos sobre bens e serviços continuaram sendo a principal fonte de receita, mesmo com uma leve queda proporcional. Por outro lado, os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital apresentaram avanço, refletindo o dinamismo do mercado de trabalho e da atividade econômica no país. Entre as contribuições sociais, destacou-se o crescimento das receitas destinadas ao RGPS, enquanto aquelas destinadas ao Regime de Previdência dos Servidores Públicos (RPPS) apresentaram variação praticamente inalterada.
Fonte: br.-.com
