Pesquisa de Intenção de Voto para a Presidência em 2026
Resultados do Levantamento
Uma pesquisa realizada pelo BTG Pactual/Nexus e divulgada na segunda-feira, 24 de setembro, revela que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), registra 46% das intenções de voto em um possível segundo turno contra Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, que soma 45%. Na pesquisa anterior, Lula apresentava 47%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 44%.
A diferença entre Lula e Flávio é de apenas 1 ponto percentual, uma redução em relação aos 3 pontos encontrados na pesquisa anterior. Essa margem é considerada um empate técnico, considerando que a margem de erro é de 2 pontos. No cenário do segundo turno, 8% dos entrevistados optariam por votar nulo, branco, ou não souberam responder à pergunta.
Outros Cenários de Segundo Turno
A pesquisa BTG Pactual/Nexus também explorou outros três cenários envolvendo Lula, com ex-governadores e pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão).
Contra Caiado, Lula apresenta uma leve vantagem de 46% a 42%, em comparação com a pesquisa anterior, que registrava 45% a 42%, mantendo um empate técnico. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro Zema, Lula teria 47% a 40%, superando a margem de erro, enquanto na pesquisa anterior os números eram de 46% a 41%. Se o oponente fosse Renan Santos, o presidente ganharia com uma diferença de 47% a 35%, em comparação a 47% a 36% na pesquisa anterior.
Cenários de Primeiro Turno
A décima pesquisa conduzida pelo BTG Pactual/Nexus apresenta dois cenários de primeiro turno: um principal, que inclui 12 candidatos à Presidência, e outro que considera a candidatura de Pablo Marçal pelo PRTB. Vale ressaltar que, embora o nome do partido ainda não esteja definido, Marçal obteve a refiliação na Justiça, mas permanece inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e está proibido de fazer campanha pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No cenário principal de primeiro turno, que não contempla Marçal, Lula lidera com 41%, o mesmo percentual da pesquisa realizada em 17 de agosto. Flávio Bolsonaro o segue com 37%, um leve aumento em relação aos 36% anteriores. Os demais candidatos estão distantes: Caiado permaneceu com 5%, Renan Santos caiu de 4% para 3%, e Zema também diminuiu, passando de 4% para 3% nas últimas semanas.
O candidato Augusto Cury (Avante) aumentou de 1% para 2% no levantamento, enquanto Samara Martins (UP) manteve 1%. Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), e Wilson Grassi Júnior (Democrata) ficaram com 0%.
No total, a soma de votos brancos, nulos e do eleitorado que não votaria em nenhum dos candidatos apresentados ficou em 5%, e a quantidade de indecisos oscilou de 2% para 3%. Este cenário não inclui nomes do PRTB.
No cenário que inclui Marçal, Lula lidera com 40%, Flávio Bolsonaro vem em seguida com 34%, e Caiado permanece com 5%. O coach Pablo Marçal aparece com 4% na pesquisa. Renan Santos, por sua vez, tem 3%, e Zema e Augusto Cury aparecem com 2%. Samara Martins, Rui Costa Pimenta e Clariana Barão possuem 1% cada, enquanto outros candidatos não alcançaram 1%.
De acordo com a pesquisa, 80% dos entrevistados que mencionaram um candidato afirmaram que a decisão de voto está tomada e não mudará. Este percentual é um recorde desde o início da coleta de dados em março, sendo que a porcentagem anterior era de 78%. Outros 19% dos entrevistados, uma ligeira diminuição em comparação aos 20% de 17 de agosto, afirmaram que podem mudar seu voto, enquanto 1% não respondeu ou não soube opinar.
Pesquisa Espontânea e Rejeição
Na pesquisa espontânea, Lula manteve 38% de intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 29% para 31%. Renan Santos caiu de 3% para 2%, Caiado permaneceu em 2%, e Zema subiu de 1% para 2%.
Os demais candidatos foram mencionados por apenas 4% dos entrevistados. Neste levantamento, 15% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea, uma pequena queda em relação aos 17% anteriores, enquanto o total de votos brancos, nulos ou aqueles que não votariam em nenhum nome foi de 6%.
A rejeição a Lula aumentou de 48% para 49% do total do eleitorado brasileiro, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro caiu de 50% para 48%. O potencial de voto de Lula permanece em 50%, e o de Flávio Bolsonaro diminuiu de 48% para 47%.
Avaliação do Governo e Aprovação do Presidente
Em relação à avaliação do governo, a pesquisa perguntou aos entrevistados como avaliam a gestão do presidente Lula. Resultados indicaram que 16% dos participantes consideram o governo como ótimo, índice que se mantém o mesmo da semana anterior. Aqueles que avaliam como bom somam 19%, um leve aumento em comparação aos 18% da pesquisa anterior, enquanto 22% consideraram regular, em diminuição de 23% anteriormente.
Adicionalmente, 6% dos entrevistados avaliam o governo como ruim, em comparação aos 8% na pesquisa passada, e 37% mencionaram que a gestão é péssima, um aumento em relação aos 34% da pesquisa realizada em 17 de agosto. Apenas 1% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta.
O trabalho do governo de Lula foi considerado aprovado por 48% dos entrevistados, um pequeno aumento em relação aos 47% da semana anterior, e desaprovado por 49%, uma leve elevação em relação aos 48% anteriores. Os que não souberam ou não responderam à pergunta caíram de 5% para 4%.
Metodologia
Para a realização da pesquisa, foram entrevistados 2.006 eleitores maiores de 16 anos entre a sexta-feira, 21, e o domingo, 23 de setembro, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança estabelecido de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09028/2026.
Fonte: www.moneytimes.com.br
