Reguladores da China e os Títulos do Tesouro dos EUA
Contexto da Direção Regulamentar
Reguladores na China requisitaram que os bancos reduzissem suas participações em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Este movimento, reportado pela Bloomberg, pode reacender discussões sobre a estratégia de "vender a América" e as implicações para o dólar. As autoridades chinesas apontaram o risco de concentração e a volatilidade nos mercados de dívida dos EUA como as razões para essa diminuição.
Recomendações para os Bancos Chineses
De acordo com informações da Bloomberg, os bancos da China foram orientados a limitar novas aquisições, enquanto aqueles que já possuem uma alta exposição foram instruídos a reduzir seus investimentos. O rendimento dos títulos do Tesouro, que se move em sentido oposto aos preços, apresentou leve alta na manhã de segunda-feira. Em contrapartida, o dólar sofreu uma queda acentuada, com o Índice do Dólar apresentando uma redução de quase 1% em decorrência da notícia. Essa nova desvalorização da moeda norte-americana segue uma recente queda que a levou a mínimos em quatro anos.
Implicações do Direcionamento Regulatório
Embora o relatório indique que os reguladores apresentaram a diretiva como uma medida de estabilidade financeira, e não como uma manobra geopolítica, é bastante provável que isso gere mais debates no mercado sobre a disposição dos países em continuar emprestando para os Estados Unidos.
O Que É o Comércio de "Vender a América"?
O comércio de "vender a América", que envolve investidores se desfazendo de ativos denominados em dólar, abrangendo desde ações até títulos do Tesouro, foi um tema central nos mercados no ano anterior. Esse movimento foi impulsionado por uma combinação de preocupações fiscais diante do recorde histórico de dívida e gastos deficitários nos EUA, além de uma diminuição na confiança em instituições norte-americanas, especialmente devido a ameaças feitas à independência do banco central e aos constantes riscos de tarifas comerciais. Este cenário também contribuiu para uma tendência de desvalorização, que levou a um aumento no valor de commodities como o ouro e outros metais no último ano.
Exposição dos Bancos Chineses à Dívida dos EUA
A Bloomberg ainda acrescentou que os reguladores não especificaram quanto os bancos chineses deveriam estar expostos à dívida dos EUA neste momento. Dados da Administração Estatal de Câmbio mostram que, até setembro de 2025, os bancos chineses mantinham coletivamente US$ 298 bilhões em títulos denominados em dólar, embora não esteja claro quanto desse total corresponde a títulos do Tesouro dos EUA.
Diálogo Entre Líderes
Recentemente, Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping realizaram uma conversa telefônica e uma possível reunião em Pequim está prevista para abril.
Resumo dos Principais Pontos
- Reguladores na China solicitaram que bancos diminuíssem suas participações em títulos da dívida dos EUA.
- O risco de concentração e a volatilidade foram citados como razões para essa orientação.
- Os rendimentos dos títulos apresentaram leve alta, enquanto o dólar caiu quase 1% na segunda-feira.
- O comércio de "vender a América" voltou a ser um tema central, refletindo a incerteza econômica e o déficit nos EUA.
- A administração não definiu um limite específico para a exposição dos bancos à dívida, e dados recentes indicam que os bancos da China possuem uma quantidade expressiva em títulos denominados em dólar.
Fonte: www.businessinsider.com


