A Desvalorização das Ações da Lucid
As ações da Lucid Motors apresentaram uma queda superior a 98% em relação aos seus altos históricos registrados em 2021. No entanto, o Citi acredita que este seja o momento apropriado para adquirir ações da empresa. O banco iniciou a cobertura da montadora de veículos elétricos com uma classificação de compra, estabelecendo uma meta de preço de US$ 17, o que representa um possível ganho de quase 71% em comparação ao fechamento de Quarta-feira. Esta é apenas a segunda instituição a atribuir uma classificação de compra à empresa, de acordo com dados da FactSet.
Perspectivas de Crescimento
O analista Michael Ward destacou que a empresa se encontra em um "ponto de inflexão positivo". Na semana passada, a Lucid divulgou seus planos para o desenvolvimento de um robô táxi e anunciou que espera ser lucrativa em termos de fluxo de caixa ainda nesta década. Ward prevê um aumento significativo na receita em 2026, estimando que ela chegue a US$ 2,4 bilhões, impulsionada pelo aumento na produção do modelo Gravity da empresa. Esse crescimento, segundo ele, deverá se intensificar nos anos seguintes, beneficiado pelo novo modelo Cosmos e pelas parcerias, como a já estabelecida com a Uber, para o lançamento de um serviço de robô táxi autônomo.
Fatores de Suporte para o Crescimento
Ward detalhou os vários elementos que devem oferecer um suporte convincente para que a Lucid avance através da fase de aceleração, obtenha financiamento adicional e encontre um caminho em direção ao equilíbrio financeiro. Ele mencionou a aceleração do modelo Gravity, o aumento da produção do modelo Cosmos, a parceria com o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) e a capacidade da empresa de alavancar a marca Uber.
O modelo Cosmos, com sua estrutura de preços mais acessível, poderá ajudar a Lucid a estabelecer uma presença maior no mercado de veículos elétricos, proporcionando assim uma margem de crescimento adicional.
Riscos Associados
Apesar das perspectivas otimistas, o Citi também categorizou as ações da Lucid como "de alto risco". Ward explicou que essa classificação é fundamentada em três questões principais: os altos níveis de dívida da empresa, seu fluxo de caixa operacional negativo e a exigência de um financiamento adicional para implementar seus planos de crescimento.
O analista enfatizou que o setor automotivo é caracterizado por sua alta necessidade de capital, grande demanda por mão de obra, ciclos econômicos, baixo crescimento, competitividade intensa e rigorosa regulamentação. “A empresa assumirá riscos adicionais em um ambiente de demanda em maturação ou aumento dos serviços e precisará encontrar soluções para atender às necessidades dos clientes”, finalizou Ward.
Fonte: www.cnbc.com


