Queda no Indicador de Clima Econômico
O ICE (Indicador de Clima Econômico) da América Latina apresentou uma queda significativa, passando de 88,5 pontos no quarto trimestre de 2025 para 73 pontos no primeiro trimestre de 2026. Essa redução representa um recuo de 15,5 pontos, conforme apontado pelo levantamento realizado pelo Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
ICE do Brasil
No cenário brasileiro, o ICE desceu de 88 pontos para 72,2 pontos, marcando uma diminuição de 15,8 pontos. A FGV destaca em seu relatório sobre a Sondagem da América Latina que "percebe-se que a piora dos indicadores, além de disseminada entre os diferentes países, engloba tanto a situação corrente como as perspectivas para o futuro próximo".
Pioras entre os Países da Região
A análise também revela que quase todos os países com respondentes ativos registraram uma deterioração do clima econômico. Este é um fenômeno notável entre as principais economias da América Latina. O caso mais impactante foi o da Argentina, que viu seu indicador cair de 102,7 para 68,3, uma diminuição de 34,4 pontos. Além disso, Brasil, Colômbia e México também mostraram piora em seus indicadores, com recuos de 15,8, 13,1 e 8,2 pontos, respectivamente.
Índices de Situação Atual e Expectativas
No ICE da América Latina, o ISA (Índice de Situação Atual) caiu 21,1 pontos, saindo de 84,2 no quarto trimestre de 2025 para 63,1 pontos no primeiro trimestre de 2026. Já o IE (Índice de Expectativas) reduziu em 9,6 pontos, passando de 92,9 para 83,3 pontos.
Desempenho do ICE no Brasil
Na medida em que observamos o ICE do Brasil, o ISA teve uma queda de 33,3 pontos, situando-se em 77,8 pontos, enquanto o IE permaneceu estável, com uma variação de 0,0 pontos, fixando-se em 66,7 pontos.
Efeitos do Choque Externo
A FGV ressalta que "é importante ter claro que a maior parte dos efeitos do choque externo ainda está por vir, não sendo captada, em toda sua intensidade, no início de 2026". Essa análise torna-se ainda mais relevante ao se discutir os casos específicos. No contexto argentino, houve uma queda significativa nas projeções de crescimento econômico para 2026, em meio a uma piora na percepção institucional e aumento nas previsões de inflação, conforme explicado pela FGV.
Análise da Situação Econômica no Brasil
Por outro lado, no Brasil, as expectativas de crescimento anual permaneceram praticamente inalteradas e o desempenho da economia, com os dados disponíveis até o início do ano, não indicou mudanças drásticas. A deterioração observada no ISA brasileiro parece estar relacionada a diversos fatores, tais como a crescente percepção de aumento de preços (carestia), a pressão sobre os orçamentos familiares e uma certa inércia institucional nos primeiros meses de 2026.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br