Como os traders aproveitaram a recuperação de segunda-feira e suas previsões para seguir lucrando em meio à turbulência.

Como os traders aproveitaram a recuperação de segunda-feira e suas previsões para seguir lucrando em meio à turbulência.

by Patrícia Moreira
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Wall Street e o Mercado de Ações

Na segunda-feira, a bolsa de valores de Wall Street enfrentou uma venda inicial, mas investidores aproveitaram a oportunidade para adquirir ações de empresas que haviam sido afetadas. Essa movimentação também sugere quais investimentos podem continuar a mostrar desempenho positivo à medida que a guerra entre os Estados Unidos e o Irã avança. O índice Nasdaq Composite apresentou alta durante as negociações da tarde, realizando uma recuperação significativa após a queda que ocorreu no início do dia, quando o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel ao Irã durante o fim de semana fez com que o mercado abrisse em território negativo. O índice Dow Jones Industrial Average permaneceu em queda, enquanto o S&P 500 se aproximava da linha plana; ambos, no entanto, se afastaram das mínimas do dia.

As negociações de segunda-feira serviram como um lembrete de que conflitos geopolíticos têm um impacto limitado sobre o mercado de ações, que inicialmente precifica o pior cenário possível antes de reverter essa percepção de risco. Dados da Bank of America Securities indicam que o S&P 500, em média, perde mais de 8% de pico a vale durante grandes choques geopolíticos, mas mais de 100% dessa perda é recuperada após um período de três meses. Contudo, o que acontecerá a seguir depende da duração da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. A gravidade de qualquer interrupção no transporte de petróleo no Estreito de Ormuz ou em instalações energéticas regionais relevantes também será um elemento a ser considerado. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que fechou o Estreito, segundo reportagens da Reuters na segunda-feira, o que provocou uma alta nos preços do petróleo após o fechamento do mercado.

Perspectivas para os Investimentos

Ouro

Analistas sugerem que investidores devem adquirir ouro e vendê-lo apenas "após" o término da guerra, de acordo com Jan Stuart, estrategista global de energia da Piper Sandler. O ativo, que é considerado um porto seguro e já está em tendência de alta, deve receber um novo impulso por conta do conflito, em direção a máximas históricas. O preço do ouro à vista subiu cerca de 1% na segunda-feira, embora tenha se distanciado das máximas do dia. Laurence Balanco, analista técnico da CLSA, escreveu que "o atual contexto geopolítico provavelmente gerará um novo impulso em direção a essa faixa de resistência". Ele observou ainda que "tal movimento deve ser considerado como uma recuperação cíclica dentro de uma consolidação em andamento, e não como o início de uma ruptura sustentada".

Balanco também destacou que "essa fase de consolidação deve proporcionar a plataforma estrutural para uma resolução de alta mais significativa e a continuidade da tendência de alta de longo prazo do ouro".

Ações de Energia

A perspectiva para as ações do setor de energia tornou-se mais complexa após o início da guerra no Irã. Investidores podem ter considerado reduzir sua exposição a essas ações, após uma imensa alta no ano, onde o setor liderou o S&P 500, com um crescimento superior a 26%. Caso as hostilidades terminem rapidamente, o preço do petróleo pode retornar a uma faixa de US$ 60 a US$ 70 por barril. No entanto, qualquer ataque de Teerã a instalações vizinhas pode levar os preços do Brent a superarem US$ 100 por barril, conforme Francisco Blanch, estrategista de commodities da Bank of America. Blanch argumenta que uma interrupção prolongada poderia resultar em um aumento dos preços entre US$ 40 e US$ 80 por barril. Chevron e Exxon Mobil foram destacadas entre as ações de energia que apresentaram alta na segunda-feira.

Setor de Defesa

As ações do setor de defesa foram algumas das beneficiadas na sessão de segunda-feira. Contudo, um conflito prolongado pode, na verdade, prejudicar as perspectivas do setor mais do que uma resolução rápida, segundo pesquisa da Deutsche Bank. Scott Deuschle, analista de pesquisa da instituição, afirmou que "é verdade que um conflito mais prolongado poderia impulsionar o consumo de armas e o apoio orçamentário a curto prazo, por necessidade operacional". Contudo, destacou que "isso poderia potencialmente vir às custas da deslegitimação do uso da força e do valor percebido dos gastos militares de maneira ampla, além de criar riscos políticos para os republicanos no caso de haver uma maior perda de vidas americanas ou repercussões econômicas negativas".

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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