CPMI do INSS autoriza quebra de sigilos de Lulinha e Master; sessão é marcada por tumulto.

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS

Reunião para Apreciação de Requerimentos

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS) realizou uma reunião com o objetivo de analisar e aprovar requerimentos relacionados a investigações sobre fraudes no sistema de seguridade social. Essas fraudes envolvem descontos irregulares em benefícios destinados a aposentados e pensionistas. A CPMI é composta por senadores e deputados, totalizando 32 membros titulares e o mesmo número de suplentes.

Composição da CPMI

A bancada da CPMI é composta pelos seguintes parlamentares:

  • Deputada Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Deputado Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Deputado Rogério Correia (PT-MG)
  • Deputado Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Deputado Alencar Santana (PT-SP)

Aprovação de Requerimentos

Na quinta-feira, dia 26, após articulações do governo, a CPMI do INSS aprovou todos os requerimentos em pauta. Esses requerimentos visavam investigar pessoas como Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, que é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também foram incluídos na lista Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares e outros investigados pela Polícia Federal, acusados de envolvimento em esquemas fraudulentos de descontos associativos, além da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

Conflito na Votação

O governo buscou que os 87 requerimentos fossem votados em conjunto, com a intenção de que todos fossem rejeitados. Em contrapartida, a oposição desejava que cada requerimento fosse votado separadamente. Durante a votação simbólica, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), declarou a vitória da oposição, o que gerou tumulto e levou à interrupção da sessão. A transmissão ao vivo da TV Senado foi temporariamente suspensa.

Importância da Reunião

A reunião do dia 26 é considerada uma das mais significativas na fase final dos trabalhos da CPMI, uma vez que os requerimentos aprovados devem ser analisados antes do dia 28 de março, data em que termina o prazo de funcionamento do colegiado. A tensão aumentou quando membros do governo se aproximaram da mesa onde estavam o presidente e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A Polícia Legislativa interveio para conter a situação, assim como deputados da oposição.

Clima de Tensão

A atmosfera da reunião tornou-se mais conturbada após uma discussão entre o deputado Rogério Correia (PT-MG), aliado do governo, e Evair Vieira de Melo (PP-ES), da oposição. Os governistas argumentaram que havia uma tentativa de proteção por parte do presidente da CPMI, Carlos Viana, que estaria pautando apenas requerimentos favoráveis à oposição.

Exigências dos Parlamentares

“Assim que o senhor (Viana) pautar os requerimentos, estamos preparados para analisar os demais itens. O senhor coloca na pauta requerimentos que já foram rejeitados e não inclui elementos que ainda precisam ser discutidos”, declarou um dos parlamentares presentes.

Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) pressionaram para que a CPMI do INSS incluísse em sua pauta requerimentos direcionados a Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e integrantes da Igreja Lagoinha, da qual Viana é membro, além de outros ex-alinhados da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, até mesmo incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Fonte: www.moneytimes.com.br

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