Cramer afirma: "Não quero mais brigar com a Disney" — veja o que vem a seguir para a ação.

Cramer afirma: “Não quero mais brigar com a Disney” — veja o que vem a seguir para a ação.

by Patrícia Moreira
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Visão Geral do Desempenho da Disney

Durante a reunião mensal de novembro para os membros do clube, Jim Cramer expressou sua frustração com a Disney, classificando as ações da empresa como "indesejadas". Ele afirmou que chegou o momento de se distanciar da companhia, enfatizando: "E, eu não quero mais lutar contra a Disney". Essas declarações foram feitas após uma queda de quase 8% nas ações da Disney, que ocorreram após a divulgação de resultados trimestrais mistos, com um desempenho abaixo do esperado no segmento de streaming e poucas notícias positivas.

Resultados Financeiros

No quarto trimestre do exercício fiscal de 2025, a receita da Disney foi de US$ 22,46 bilhões, o que representa uma estabilidade em relação ao ano anterior, mas abaixo das expectativas, que eram de US$ 22,75 bilhões, conforme os dados da LSEG. Os lucros ajustados por ação (EPS) totalizaram US$ 1,11 para os três meses terminados em 27 de setembro, superando a previsão de consenso da LSEG, que era de US$ 1,05. Em comparação anual, no entanto, o EPS ajustado caiu 3%.

Embora estivéssemos impossibilitados de negociar ações da Disney na quinta-feira, a magnitude da queda nos preços não justificava um desinvestimento nesse intervalo. Embora os resultados trimestrais não tenham sido excelentes, a força da queda pareceu uma reação exagerada. Nos próximos dias, iremos buscar vender nossas ações durante uma recuperação. Como consequência, decidimos rebaixar a classificação da ação para 3 e cortar nossa meta de preço de US$ 135 para US$ 115 por ação. Jim mencionou que ficou satisfeito por ter vendido uma parte de suas ações na quarta-feira, reduzindo sua posição em 150 ações e mantendo um total de 750 ações, o que representa 2,2% de seu portfólio.

Desempenho do Setor de Entretenimento

O segmento de entretenimento, que representa a maior parte dos negócios da Disney, continua a ser uma área de interesse para investidores. Enquanto o número de assinantes para os serviços de streaming Disney+ e Hulu superou as expectativas, a receita e o lucro operacional dessa divisão não corresponderam às previsões. Apesar dos resultados levemente melhores que o esperado em termos de receita média mensal por usuário (ARPU) para o Disney+, estes não foram suficientes para compensar o desapontamento na ARPU do Hulu Live TV + SVOD.

Os lucros operacionais na divisão de DTC subiram 39% em relação ao ano anterior. A Disney+ adicionou 3,8 milhões de novos assinantes durante o trimestre, totalizando 131,6 milhões de assinantes, superando a expectativa de 129,9 milhões, segundo a análise da FactSet. No total, a Disney+ e o Hulu encerraram o trimestre com 195,7 milhões de assinaturas, um aumento de 12,4 milhões, também à frente da previsão de 193,7 milhões. Esses adições foram registradas mesmo com as críticas que surgiram devido à temporária suspensão do programa "Jimmy Kimmel Live!", que foi retirado do ar em 17 de setembro e retornou após seis dias.

Desempenho das Redes Lineares

As redes lineares da Disney, que incluem canais como ABC, Freeform, FX e Disney Channel, continuam enfrentando pressões, tendo sua receita trimestral caído 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro operacional nessa divisão caiu 21%, mas superou as expectativas.

Segmento Esportivo

O setor esportivo da Disney, focado na ESPN, apresentou um desempenho forte, com vendas e lucro operacional superando as previsões. O lançamento recente do serviço de streaming da ESPN, que ocorreu no final de agosto, ainda está em fase inicial. No entanto, na conferência pós-resultados, a gestão demonstrou otimismo quanto à recepção do serviço. Eles afirmaram que os espectadores estão atraídos pelas novidades do aplicativo, e os anunciantes estão percebendo um valor real nos dados adicionais que obtêm das interações em aplicativos, em comparação com a TV a cabo tradicional.

O CEO da Disney, Bob Iger, destacou que aproximadamente 80% dos que se inscreveram no novo aplicativo da ESPN optaram pela oferta "trio bundle", que inclui Disney+ e Hulu junto com a assinatura do ESPN. A audiência de esportes ao vivo em todas as redes ESPN, incluindo ABC, subiu 25% em relação ao ano anterior.

Setor de Experiências

O setor de experiências da Disney, que abrange parques e cruzeiros, apresentou uma receita aquém das expectativas, mas ainda entregou um lucro operacional recorde no quarto trimestre. Durante esse período, os consumidores se tornaram mais pessimistas em relação à economia, influenciados pela paralisação do governo. Esse foi o shutdown mais longo da história, que terminou na noite de quarta-feira. A empresa está prestes a lançar dois novos navios de cruzeiro, expandindo a frota para oito. O Disney Destiny fará sua primeira viagem em 20 de novembro, enquanto o Disney Adventure, que partirá em março de 2026, será o primeiro navio da companhia com porto base na Ásia.

No que diz respeito aos parques, o World of Frozen, localizado na Disneyland Paris, abrirá na próxima primavera. Olhando para o futuro, a gestão destacou esforços de expansão em todos os parques temáticos da empresa, incluindo a previsão de lançamento de cinco novos navios de cruzeiro após o exercício fiscal de 2026 e a criação de um novo parque temático em Abu Dhabi.

Orientações Futuras

Para o exercício fiscal de 2026, a gestão divulgou orientações detalhadas, reafirmando a expectativa de crescimento de dois dígitos do EPS ajustado para o exercício fiscal de 2027. A previsão de crescimento de lucros por ação para o exercício fiscal de 2026 atende às expectativas, com uma expectativa de fluxo de caixa operacional superior a US$ 19 bilhões. Os gastos de capital projetados para o ano totalizam US$ 9 bilhões, superando as estimativas.

Isso implica em uma orientação de fluxo de caixa livre de US$ 10 bilhões, um pouco acima dos US$ 9,44 bilhões esperados. Além disso, a gestão planeja dobrar a atividade de recompra de ações, comprando US$ 7 bilhões em ações ao longo do exercício fiscal de 2026. A equipe também anunciou um aumento de 50% no pagamento de dividendos, subindo para US$ 1,50 por ação.

Em relação aos segmentos, a gestão espera um crescimento do lucro operacional de dois dígitos ano a ano no segmento de entretenimento, com um foco maior na segunda metade do exercício fiscal de 2026. Espera-se um crescimento de baixa porcentagem no segmento esportivo, com esse aumento concentrado no quarto trimestre, refletindo o tempo das despesas relacionadas a direitos. O setor de experiências terá previsão de crescimento do lucro operacional de dois dígitos, também concentrado na segunda metade.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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