Cury (CURY3) sofre queda na bolsa após divulgação da prévia do 1T26; confira a análise dos especialistas.

Cury (CURY3) sofre queda na bolsa após divulgação da prévia do 1T26; confira a análise dos especialistas.

by Ricardo Almeida
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Cury (CURY3) apresenta recuo na bolsa após prévia do 1T26; análise dos especialistas

As ações da Cury (CURY3), que estão inseridas no índice Ibovespa, apresentaram uma reação negativa em relação à prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), divulgada no dia anterior, 9 de outubro. No entanto, a maioria dos analistas considera que os resultados apresentados foram sólidos.

Por volta das 12h43, horário de Brasília, os papéis da construtora estavam em queda de 2,24% na bolsa de valores (B3), sendo negociados a R$ 36,18. No acumulado do ano de 2026, as ações, entretanto, acumulam uma valorização superior a 15%.

Desempenho de vendas

No período de janeiro a março de 2026, a Cury lançou 10 empreendimentos, sendo sete localizados em São Paulo e três no Rio de Janeiro, totalizando um valor geral de vendas (VGV) de R$ 2,6 bilhões. Este montante representa uma diminuição de 4,9% em relação ao mesmo período de 2025, mas superou em 5% as expectativas do BTG Pactual.

Em um relatório, o banco considerou a prévia como “sólida”, destacando, em especial, a geração positiva de caixa livre e o desempenho do indicador que mede a velocidade de vendas conhecida como VSO.

Durante o trimestre analisado, as vendas brutas da construtora totalizaram R$ 2,53 bilhões, representando um aumento anual de 14%. Em contrapartida, os cancelamentos atingiram a soma de R$ 229 milhões, o que representa um crescimento de 91% em relação à mesma base de comparação. Dessa forma, as vendas líquidas foram de R$ 2,30 bilhões, um avanço de 10% em relação ao 1T25, resultando em um VSO estável de 46%.

Segundo o BTG, essa velocidade de comercialização foi considerada “saudável”, refletindo o fato de que aproximadamente 50% dos lançamentos da Cury foram vendidos no próprio trimestre.

Geração de caixa e perspectivas futuras

No que diz respeito à geração de caixa, a companhia registrou um valor positivo de R$ 93 milhões entre janeiro e março, um aumento significativo de 263% em comparação com o ano anterior, embora tenha ficado abaixo da projeção de R$ 200 milhões estimada pelo banco.

Apesar desse desvios, o BTG destacou que este foi o 28º trimestre consecutivo com fluxo de caixa positivo, evidenciando o modelo de negócios enxuto da construtora e seu controle operacional, mesmo durante um período tipicamente mais fraco.

A instituição financeira afirmou que “os resultados da Cury foram sólidos, com a velocidade de vendas alcançando 46% e o fluxo de caixa de R$ 93 milhões sendo satisfatório, apesar de estar abaixo das nossas previsões”. O BTG reafirmou sua visão positiva em relação à empresa, sustentada pelo bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), pelas perspectivas de crescimento do lucro por ação (LPA) e pela robusta posição de caixa líquido, que possibilita a distribuição futura de dividendos.

O BTG mantém a recomendação de compra para as ações CURY3, enfatizando que os papéis estão sendo negociados a um múltiplo P/L de 8,5 vezes para 2026. O preço-alvo estabelecido é de R$ 44, o que sugere um potencial de valorização de 21% em relação ao valor atual das ações.

Opinião do Bradesco BBI

Em consonância com essa análise, os analistas do Bradesco BBI destacaram que os resultados apresentados foram “conforme o esperado”, ressaltando também a consistência do fluxo de caixa da empresa.

Conforme informações do banco, a geração de caixa da Cury nos últimos 12 meses totalizou R$ 750,9 milhões, representando um aumento de 58% na comparação anual. “A Cury demonstrou resultados sólidos e consistentes no 1T26, com sua robusta geração de caixa se destacando mais uma vez”, afirmou a instituição em seu relatório.

O BBI também reconheceu o aumento de cerca de 9% nos preços de lançamento quando comparados ao ano anterior, um movimento que ajuda a mitigar parte das pressões de custo associadas a materiais e fretes devido à elevação no preço do petróleo.

A avaliação sobre a Cury, segundo o BBI, continua a ser considerada pouco exigente, com um múltiplo P/L estimado para 2027 em 7,3 vezes, em comparação com 6,4 vezes da Direcional e 5,1 vezes da Tenda. Além disso, as ações apresentam um retorno atrativo, com previsão de dividendo em torno de 8% para 2026. O banco também mantém a recomendação de compra para as ações CURY3.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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