Decretos de Lula sobre redes sociais são considerados um 'avanço civilizatório' na regulação, afirma Gilmar Mendes

Decretos de Lula sobre redes sociais são considerados um ‘avanço civilizatório’ na regulação, afirma Gilmar Mendes

by Ricardo Almeida
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Gilmar Mendes apoia decretos de regulação das big techs

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, expressou apoio aos decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira, 20 de setembro, que visam à responsabilização de plataformas digitais e redes sociais pelo conteúdo veiculado nessas mídias.

Regulação da Responsabilização

Mendes afirmou que o Governo Federal regulamentou a responsabilização das plataformas por conteúdos considerados criminosos. Ele destacou que os decretos tornam mais concreta uma decisão anterior do STF, que reconheceu a necessidade de uma nova interpretação do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Essa regulamentação confere à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a responsabilidade de supervisionar o cumprimento das obrigações impostas às empresas, sendo um avanço civilizatório essencial na regulação das redes sociais.

Alterações na Regulamentação

Os novos decretos alteram a regulamentação do Marco Civil da Internet para adequá-la à decisão do STF de junho do ano passado. Nesse julgamento, a Corte declarou inconstitucional uma parte do artigo 19, que limitava a punição das plataformas apenas em casos onde houvesse descumprimento de uma ordem judicial para remoção de publicações ofensivas.

Com essa nova interpretação, a proteção legal passou a abranger somente crimes contra a honra, o que amplia o escopo das situações em que as redes sociais podem ser processadas judicialmente. Isso inclui, por exemplo, a possibilidade de responsabilização caso as plataformas não removam conteúdos criminosos imediatamente após serem notificadas pelos usuários.

Recursos da Meta e Google

O STF está analisando recursos apresentados pela Meta e pelo Google em relação a aspectos dessa decisão. As empresas solicitaram mais esclarecimentos sobre as implicações do novo entendimento jurídico.

Cerimônia de Lançamento das Medidas

Os decretos foram assinados durante a cerimônia que marcou 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, realizada no Palácio do Planalto. Entre as diretrizes estabelecidas, constam normas específicas sobre os deveres das plataformas digitais em relação a crimes de violência contra mulheres.

Canal de Denúncia e Ações Rápidas

As empresas terão a obrigação de disponibilizar um canal de denúncias para conteúdos de nudez divulgados sem consentimento, além de serem responsáveis por preservar as provas e informações necessárias para investigações. As plataformas devem remover publicações ofensivas dentro do prazo de até duas horas após a notificação.

Proibição de Deepfakes

Os decretos também impõem às plataformas a responsabilidade de impedir a circulação de deepfakes sexuais, proibindo o uso de inteligência artificial para a produção de imagens íntimas de mulheres sem consentimento.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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