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by Ricardo Almeida
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Recuperação Judicial do Grupo Santos

Os leitores do Money Times demonstraram maior interesse pela recuperação judicial do Grupo Santos, que busca renegociar uma dívida de R$ 53 milhões e por um calote envolvendo um fundo imobiliário nesta semana.

A Justiça do Tocantins aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Santos, uma empresa familiar focada na pecuária de corte localizada no município de Dois Irmãos do Tocantins (TO). A decisão foi assinada pelo juiz Ricardo Gagliardi, da 1ª Escrivania Cível de Miranorte, e reconhece uma dívida declarada de R$ 53,27 milhões. Com isso, o grupo obtém um período de proteção contra ações judiciais enquanto se empenha em reestruturar suas finanças.

O Grupo Santos é composto por dois produtores rurais, que são pessoas físicas, além de duas pessoas jurídicas vinculadas à mesma família, e atuam de forma integrada há cerca de 20 anos.

De acordo com a decisão judicial, a comunhão de operações, propriedades, rebanhos e maquinário foi crucial para que fosse reconhecida a consolidação processual e substancial, permitindo assim que ativos e passivos sejam administrados como se pertencessem a um único devedor.

Fundo Imobiliário e Atraso no Aluguel

O fundo imobiliário SP Downtown (SPTW11) anunciou que ainda não recebeu o pagamento referente ao aluguel do Edifício Líbero Badaró, que é a principal fonte de receita do fundo, referente ao mês de junho de 2026.

Em um comunicado oficial ao mercado, a Genial Investimentos e a Pátria VBI Asset, que administram e gerenciam o fundo, respectivamente, informaram que o valor da locação venceu no dia 1º de julho, mas permanece em aberto até o momento. Este atraso representa um impacto negativo estimado de cerca de R$ 0,47 por cota na receita do SPTW11.

Apesar da inadimplência, a gestão do fundo decidiu manter a distribuição de rendimentos do mês de junho em R$ 0,45 por cota, utilizando reservas de lucros acumulados, que totalizavam R$ 0,71 por cota no período.

Dividends da Petrobras

A Petrobras (PETR4) anunciou nesta quinta-feira (6) que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em dividendos, correspondendo ao pagamento antecipado aos acionistas relativo ao exercício de 2026.

O valor estipulado é de R$ 1,35 por ação, englobando tanto ações ordinárias como preferenciais. Esta distribuição segue a política de remuneração da estatal, que determina o pagamento de 45% do fluxo de caixa livre, desde que o nível de endividamento esteja dentro dos limites estabelecidos no plano estratégico da companhia.

Os investidores que mantiverem ações da Petrobras na B3 até o dia 21 de agosto de 2026 terão direito a esses proventos. Os papéis começarão a ser negociados ex-direitos em 24 de agosto.

Resultados do Bradesco no 2T26

O Bradesco (BBDC4) divulgou um lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, marcando um aumento de 16,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O informe foi enviado ao mercado na quarta-feira (05).

Este resultado superou ligeiramente as expectativas do consenso da Bloomberg, que projetava um lucro de R$ 6,9 bilhões para o intervalo. Este é o décimo trimestre consecutivo de crescimento tanto no lucro líquido quanto na rentabilidade da instituição.

Após resultados negativos apresentados pelo Santander (SANB11), o mercado ficou atento a potenciais riscos de crédito, uma vez que as carteiras de ambos os bancos possuem semelhanças, aumentando a preocupação de que o Bradesco também pudesse enfrentar dificuldades financeiras.

Carteira de Ações com Dividendos na Planner

A Planner atualizou sua carteira recomendada de ações para dividendos do mês de agosto, optando por retirar as ações do Bradesco (BBDC4), bem como de CSU Digital (CSUD3) e Santander Brasil (SANB11).

Os analistas da Planner destacam que o conselho da Caixa Seguridade aprovou a distribuição de R$ 1,05 bilhão em dividendos intercalares, resultando em R$ 0,35 por ação, o que equivale a 91,9% do lucro do primeiro trimestre deste ano, que atingiu R$ 1,14 bilhão.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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