Estoque da Dívida Pública Federal
O estoque da Dívida Pública Federal teve um aumento de 2,66% em maio em comparação ao mês anterior, passando de R$ 8,798 trilhões para R$ 9,033 trilhões. Esses dados foram divulgados na sexta-feira, 26 de junho de 2026.
Impulsionadores do Aumento
Esse crescimento foi impulsionado por uma emissão líquida de R$ 134,46 bilhões durante o período, além da apropriação de juros, que somou R$ 99,94 bilhões. Em relação à Dívida Pública Mobiliária Federal interna, houve um crescimento de 2,72%, alcançando R$ 8,692 trilhões. Por outro lado, a Dívida Pública Federal externa teve um aumento de 1,37%, totalizando R$ 340,49 bilhões.
Composição da Dívida
Participação dos Títulos
No perfil da dívida, a participação dos títulos atrelados à taxa Selic cresceu de 48,59% para 48,99%, mantendo-se dentro dos limites estabelecidos no Plano Anual de Financiamento de 2026. Os títulos prefixados aumentaram sua participação para 21,0%, atingindo o piso do plano, enquanto os papéis vinculados à inflação recuaram para 26,26%. Os títulos cambiais apresentaram uma leve queda, reduzindo-se para 3,75%.
Prazo Médio da Dívida
O prazo médio da dívida diminuiu para 4,07 anos, enquanto o custo médio em um período de 12 meses elevou-se para 12,31% ao ano. A proporção da dívida que tem vencimento em até 12 meses subiu para 20,26%. O estoque da dívida em posse de investidores estrangeiros caiu para 10,14% da Dívida Pública Mobiliária Federal interna.
Detentores da Dívida
Entre os credores, as instituições financeiras continuam sendo os principais detentores da dívida, seguidas por fundos de investimento e previdência. O colchão de liquidez apresentou um aumento de 10,90% no mês, atingindo R$ 1,211 trilhão, o que equivale a 9,14 meses de pagamentos, superando o nível observado em abril.
Mercado de Renda Fixa
No mercado de renda fixa, a composição da dívida pública é um elemento central que influencia a precificação dos juros futuros. Essa composição afeta diretamente a percepção de risco do país, podendo impactar a curva de juros, a taxa de câmbio e o interesse por ativos na bolsa de valores.
Impactos da Elevação da Dívida
O aumento do estoque da dívida e a elevação do custo médio provavelmente manterão o mercado atento em relação à trajetória fiscal. Isso pode resultar em pressão sobre os juros de longo prazo e em uma maior sensibilidade dos ativos domésticos a alterações na política monetária.
Observação
As informações foram extraídas do Tesouro Nacional e refletem a situação atual da Dívida Pública Federal.
Fonte: br.-.com


