Embarcações se beneficiam da abertura em Ormuz, mas tráfego pode ser restringido em breve.

Embarcações se beneficiam da abertura em Ormuz, mas tráfego pode ser restringido em breve.

by Fernanda Lima
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Tráfego no Estreito de Ormuz Aumenta Temporariamente

O Estreito de Ormuz apresentou um aumento significativo no tráfego marítimo durante a última semana, superando os níveis observados nos últimos três meses. No entanto, esse movimento começou a diminuir na sexta-feira, dia 26, quando um plano crucial de evacuação foi suspenso.

Dados Recentes de Tráfego Marítimo

De acordo com informações do MarineTraffic, setenta e três embarcações navegaram pelo estreito na quarta-feira, marcando o maior número desde o início do conflito com o Irã, que se intensificou no final de fevereiro. Este volume de tráfego é mais do que o dobro do registrado na terça-feira anterior.

O aumento no tráfego marítimo coincide com a suspensão das sanções ao petróleo iraniano pelos Estados Unidos, decisão que faz parte de um acordo de cessar-fogo entre os dois países. As Nações Unidas, juntamente com a Organização Marítima Internacional (IMO), também implementaram uma iniciativa humanitária destinada a auxiliar 11 mil marítimos e 500 embarcações que estavam retidos no estreito.

Comentários de Especialistas

Gene Seroka, diretor executivo do Porto de Los Angeles, comentou que o fluxo de embarcações é resultado do movimento de navios que estavam parados na região do Golfo durante um longo período, que agora estão iniciando suas operações, com foco em resguardar marítimos e, futuramente, realizar a navegação de petroleiros. Ele enfatizou que a situação atual não implica em uma liberação total do tráfego, afirmando que "isso não significa apenas que a bandeira verde foi hasteada e que todos devem começar a atravessar o estreito".

Histórico de Tráfego na Região

Antes do início do conflito, estimativas apontavam que entre 110 e 160 navios realizavam a travessia diariamente pela passagem que conecta o Irã a Omã. Com a intensificação das hostilidades, o volume médio de embarcações transitando pelo estreito caiu para menos de dez por dia.

No final de semana, o tráfego começou a aumentar à medida que as empresas de navegação demonstravam maior confiança nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Na quarta-feira, a IMO, em conjunto com o Irã e Omã, instituiu duas novas rotas marítimas, uma ao longo da parte norte do estreito, próxima ao Irã, e outra na parte sul, mais próxima de Omã, que foram consideradas seguras, livre de minas e demais perigos. Os navios eram contatados diretamente pelas autoridades competentes quando chegava a sua vez de partir.

Suspensão do Programa de Evacuação

Apesar das novas rotas, a IMO decidiu suspender temporariamente o plano de evacuação na quinta-feira após um incidente em que uma embarcação foi atingida no Golfo de Omã. Uma fonte da CNN informou que o navio foi atingido por um ataque de drone iraniano, porém, não foram fornecidos detalhes adicionais sobre o ocorrido. O Irã não assumiu a responsabilidade pelo ataque.

Na sequência, o tráfego marítimo sofreu uma diminuição de aproximadamente cinquenta por cento na sexta-feira. Essa queda foi influenciada por um alerta iraniano que indicava que os navios não deveriam transitar pelo estreito na costa de Omã, afirmando que a passagem segura só seria garantida através de rotas previamente declaradas ao Irã. Esse comunicado despertou preocupações sobre a possibilidade de futuros ataques enquanto embarcações tentam entrar ou sair na região próxima a Omã.

Arsenio Dominguez, secretário-geral da IMO, afirmou que a suspensão do programa foi uma medida cautelar, mesmo ressaltando que a embarcação atacada "não estava transitando sob o quadro de evacuação da IMO".

Nível de Insegurança e Hesitação do Setor

Nos últimos meses, as empresas de navegação adotaram uma postura cautelosa, avaliando cuidadosamente os riscos envolvidos na travessia pelo estreito. A IMO reportou ao menos 46 ataques a embarcações e 14 mortes durante esse período.

As empresas têm hesitado em transportar cargas e pessoas por águas conhecidas por estarem minadas e sob a ameaça de ataques com mísseis. Além disso, as seguradoras anularam a cobertura para navios devido a cláusulas de tempo de guerra. Algumas grandes companhias de navegação, como a Hapag-Lloyd, têm recorrido a guias da Marinha dos EUA para atravessar o estreito, embora essa assistência não tenha sido consistente.

Sanne Manders, presidente da Flexport, uma empresa global de logística de transporte marítimo, destacou que a maioria dos navios que atualmente navegam por Ormuz são de bandeira iraniana, com alguns poucos de empresas taiwanesas, como a Evergreen. Ele observou que as principais transportadoras globais ainda não retornaram à rota, sugerindo que a situação se aproxima mais do status quo do que de uma mudança significativa.

Expectativas Futuras

Tanto Manders quanto Seroka acreditam que os níveis de tráfego provavelmente diminuirão nos próximos dias, especialmente devido à interrupção das iniciativas de evacuação da IMO. O secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, indicou que a organização planeja "reconfirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor para os navios em nossa lista de evacuação e para todos os que estão na região".

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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