Acusações de Fraude contra Funcionário do Google
Na quarta-feira, promotores federais apresentaram acusações contra um funcionário do Google, alegando que ele lucrou aproximadamente US$ 1,2 milhão ao realizar apostas utilizando informações privilegiadas na plataforma Polymarket.
Detalhes da Acusação
Os promotores afirmam que Michele Spagnuolo, engenheiro de segurança da informação na empresa Google, usou dados confidenciais para realizar apostas precisas, apostando que o cantor d4vd seria a pessoa mais pesquisada no Google em 2025.
O funcionário enfrenta três acusações: lavagem de dinheiro, fraude de commodities e fraude eletrônica. A queixa, registrada no Distrito Sul de Nova York, foi tornada pública na quarta-feira.
A ABC News foi a primeira a noticiar sobre a queixa. Segundo a mesma, Spagnuolo foi preso na manhã de quarta-feira em Nova York.
Acesso a Dados Confidenciais
Na queixa, os promotores afirmaram: "Spagnuolo tinha acesso aos sistemas de dados internos do Google, incluindo uma ferramenta interna específica que lhe permitia acessar dados confidenciais e não divulgados sobre o Ano em Pesquisa".
Em dezembro, alguns observadores da plataforma Polymarket já haviam sinalizado a conta de usuário "AlphaRaccoon" por transações suspeitas relacionadas aos contratos da pessoa mais pesquisada. A queixa menciona que Spagnuolo era a pessoa por trás dessa conta.
Lucros Significativos
De acordo com o documento legal, "o Google anunciou oficialmente e publicamente os resultados do Ano em Pesquisa de 2025 em ou por volta de 4 de dezembro de 2025. Logo após esse anúncio, a conta de Spagnuolo, AlphaRaccoon, lucrou aproximadamente US$ 1,2 milhão em suas apostas relacionadas ao Google Ano em Pesquisa de 2025".
Procedimentos Legais
Spagnuolo compareceu diante de um juiz magistrado federal na quarta-feira; no entanto, ele não apresentou uma declaração de culpa e foi liberado sob fiança de US$ 2,25 milhões, conforme relatado pela ABC.
Em resposta ao incidente, o Google declarou em um comunicado: "Estamos colaborando com as autoridades na investigação. O empregado acessou nosso material de marketing utilizando uma ferramenta disponível para todos os funcionários, mas utilizar informações confidenciais para realizar apostas é uma violação séria de nossas políticas".
O comunicado também informou: "Colocamos o empregado em licença e tomaremos as medidas apropriadas".
Cooperação com Autoridades
Um porta-voz da Polymarket afirmou: "A Polymarket trabalhou em estreita colaboração com o Escritório do Procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York e com a CFTC, e é a única plataforma de previsões até o momento cuja cooperação resultou em acusações de negociação com informações privilegiadas nos Estados Unidos. Estamos comprometidos em manter mercados precisos, justos e transparentes, além de fazer cumprir nossas regras e trabalhar com nossos reguladores e autoridades".
Caso Civil da CFTC
Além dos processos criminais, Spagnuolo também enfrenta um caso civil da Comissão de Valores Mobiliários e Futuros (CFTC), conforme listagem no sistema de registros do tribunal federal.
Contexto de Casos Anteriores
Este processo federal marca o segundo caso de negociação com informações privilegiadas de alto perfil na Polymarket em pouco mais de um mês.
Em abril, Gannon Ken Van Dyke, então sargento-mestre das Forças Especiais do Exército dos EUA, foi preso sob acusações de que usou informações classificadas para apostar em contratos relacionados à operação dos Estados Unidos para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Os promotores afirmaram que Van Dyke lucrou mais de US$ 400 mil com suas transações.
Fonte: www.cnbc.com