A independência europeia e as relações internacionais
A independência da Europa e as recentes transformações nas relações internacionais foram objetos de análise do presidente do grupo Interesse Nacional, Rubens Barbosa, durante sua participação no CNN Novo Dia. Barbosa se referiu ao discurso da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apresentado na manhã da última terça-feira (20) no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos.
Defesa da autonomia europeia
Barbosa ressaltou que o discurso de Von der Leyen reforçou elementos estratégicos essenciais para a Europa, que enfrenta a necessidade de defender sua autonomia em meio a pressões externas. “A Europa, pela sua tradição, pela sua força política, econômica e militar, não tem alternativa; ela precisa se defender. Isso se deve ao fato de que está sob ataque de um parceiro tradicional“, declarou.
Reversão das alianças
O especialista destacou um fenômeno que considera fundamental no contexto atual: “Estamos observando uma espécie de reversão das alianças. Esse fenômeno foi comum no passado, nos séculos XVII e XVIII, quando os países frequentemente mudavam de lado em situações críticas envolvendo ameaças e guerras. Atualmente, estamos assistindo a uma nova reversão de alianças”.
Tensões entre Europa e Estados Unidos
Barbosa deu exemplos de como, na questão da guerra na Ucrânia, os Estados Unidos parecem estar mais próximos da Rússia, com a qual compartilham um histórico de rivalidades. Além disso, o governo de Donald Trump criou dúvidas sobre a autonomia e independência da Europa ao fazer ameaças relacionadas à possível anexação da Groenlândia, um território dinamarquês.
A posição da União Europeia sobre a Groenlândia
O especialista mencionou que a União Europeia deve em breve divulgar sua posição oficial sobre a Groenlândia, um território que tem despertado o interesse dos Estados Unidos. Ele enfatizou um acordo, datado da década de 1950, que rege a participação americana na Groenlândia, permitindo a atuação dos Estados Unidos desde que esta seja coordenada com a União Europeia. “Não é necessário que os Estados Unidos adquiram a ilha para desenvolver seu programa de defesa estratégica. Isso deve ser realizado em conjunto com a Europa”, conclui Barbosa.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

