Introdução
Esta imagem, capturada em 26 de março de 2026, mostra um petroleiro descarregando petróleo bruto em um porto em Yantai, na província de Shandong, no leste da China.
CN-STR | Afp | Getty Images
Olá, aqui é Dylan Butts escrevendo de Cingapura. Bem-vindo a mais uma edição do Daily Open da CNBC.
Situação Atual do Conflito no Irã
No dia 11 de março, o presidente Donald Trump afirmou que a guerra no Irã poderia terminar “muito em breve”, acrescentando que “a qualquer momento que eu quiser que acabe, ela acabará”.
Entretanto, à medida que a guerra entra em sua quinta semana, informações sobre possíveis operações terrestres dos EUA surgem, e a linha do tempo para um possível cessar-fogo ou resolução se mantém incerta.
Essa incerteza começa a refletir-se nos mercados — principalmente no setor de petróleo — onde os participantes da indústria estão emitindo alertas sérios sobre as repercussões de um conflito prolongado.
Informações Cruciais do Dia
O Pentágono está se preparando para semanas de operações terrestres no Irã, com a chegada de milhares de soldados e fuzileiros navais americanos no Oriente Médio, de acordo com o The Washington Post, que citou oficiais dos EUA.
A potencial operação terrestre, segundo relatos, não deve incluir uma invasão em grande escala, mas pode envolver uma combinação de tropas de Operações Especiais e infantaria convencional, conforme os oficiais foram citados.
Em declarações ao Financial Times neste domingo, Trump também mencionou seu desejo de “extrair o petróleo do Irã”, incluindo a possibilidade de assumir Kharg Island — um importante terminal de petróleo iraniano.
Esses relatos indicam uma possível escalada na guerra no Irã — as consequências da qual já têm abalado os mercados e suscitado temores de interrupções mais amplas na cadeia de suprimentos, além de aumentar os preços globais.
Os preços do petróleo bruto dos EUA dispararam mais de 50% desde o final de fevereiro, enquanto o Brent subiu mais de 55%. Executivos e analistas da indústria alertam que a interrupção causada pela guerra no Irã é, na verdade, maior do que os mercados compreendem, e os preços dificilmente voltarão aos níveis anteriores ao início do conflito em um futuro próximo.
Os líderes do setor também afirmam que o Estreito de Ormuz, uma rota vital de transporte atualmente sendo obstruída pela guerra, precisa ser reaberto até meados de abril, ou as interrupções no fornecimento podem piorar significativamente.
Diante dessa incerteza, empresas e outras organizações estão se preparando para um cenário em que o conflito — e o subsequente impacto nos preços do petróleo — se torna um desafio a longo prazo, afetando aspectos que vão desde o planejamento de viagens até a entrega de correspondências.
Os futuros das ações nos EUA caíram no domingo à noite, em decorrência dos recentes relatos sobre uma possível operação terrestre, véspera de uma semana de negociações encurtada devido a feriados. Os mercados da Ásia-Pacífico também registraram queda na abertura da segunda-feira, após os mercados americanos encerrarem mais uma semana negativa, com os investidores demonstrando sinais de fadiga em relação às notícias geradas pelo conflito.
— Dylan Butts
Desenvolvimentos no Setor de Tecnologia
Intervenção surpresa de Pequim no acordo da Meta com a Manus gera inquietação entre fundadores de tecnologia e investidores em busca de “desvinculação da China”.
Os círculos tecnológicos, que vão desde o Vale do Silício até Shenzhen, ficaram agitados quando a Meta adquiriu a Manus, uma startup de inteligência artificial de Cingapura com raízes chinesas, por US$ 2 bilhões no final do ano passado.
Para fundadores chineses que lutam para desenvolver produtos capazes de competir com seus pares americanos, o acordo parecia uma validação de que uma estrutura offshore complexa — conhecida como “Singapore washing”, em que empresas se transferem para a cidade-estado — seria a solução para contornar o escrutínio de Pequim e Washington.
No entanto, poucos dias depois, a intervenção surpreendente da China no acordo rapidamente destruiu essa esperança, à medida que Pequim intensificou os esforços para desencorajar fundadores de inteligência artificial chineses de relocarem suas empresas para o exterior.
— Anniek Bao
Fonte: www.cnbc.com

