Preço Médio dos Imóveis Residenciais
O preço médio dos imóveis residenciais no Brasil apresentou uma alta de 0,20% em janeiro, o que representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, dezembro, quando houve um aumento de 0,28%, e também em comparação com novembro, que registrou uma elevação de 0,58%.
Dados da Pesquisa
As informações provêm do Índice Fipezap, uma pesquisa realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que se baseia nos anúncios publicados em 56 cidades. É importante destacar que a pesquisa leva em consideração os valores dos anúncios e não os preços efetivamente alcançados em negócios fechados.
Aumento de Preços por Cidade
O aumento dos preços pedidos abrangeu 47 das 56 cidades que foram monitoradas, incluindo 16 das 22 capitais brasileiras. As cidades que se destacaram com as seguintes altas percentuais foram:
- Belém: 2,19%
- Manaus: 1,07%
- Salvador: 1,07%
- Florianópolis: 0,82%
- Brasília: 0,65%
- Natal: 0,62%
- Fortaleza: 0,53%
- Vitória: 0,40%
- Rio de Janeiro: 0,17%
- Teresina: 0,17%
- São Paulo: 0,15%
- Goiânia: 0,14%
- Aracaju: 0,10%
- Campo Grande: 0,08%
- Maceió: 0,04%
- João Pessoa: 0,03%
Por outro lado, algumas cidades apresentaram queda nos preços pedidos, com os seguintes recuos:
- São Luís: -1,02%
- Curitiba: -0,66%
- Belo Horizonte: -0,24%
- Recife: -0,23%
- Cuiabá: -0,23%
- Porto Alegre: -0,12%
Crescimento ao Longo do Ano
No acumulado dos últimos 12 meses, até janeiro, houve um crescimento de 6,12% nos preços pedidos, superando a inflação média registrada pelo IPCA, que foi estimada em 4,31%.
Preço Médio Anunciado
O levantamento indicou que o preço médio anunciado dos imóveis chegou a R$ 9.642 por metro quadrado em todo o País. Os valores nas principais cidades foram os seguintes:
- São Paulo: R$ 11.915/m²
- Rio de Janeiro: R$ 10.850/m²
- Belo Horizonte: R$ 10.640/m²
- Brasília: R$ 9.857/m²
Fatores que Influenciam os Preços
O crescimento nos preços é motivado, em parte, pela demanda aquecida da população, que se baseia em fatores como a queda nas taxas de desemprego, aumento da renda e incentivos de programas públicos voltados para habitação popular.
Além desse aspecto, os custos de construção em alta têm contribuído para o aumento dos preços dos novos imóveis. No entanto, esse movimento não é mais acentuado devido aos altos juros dos financiamentos, que têm inibido uma parte significativa das vendas no setor.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


