Análise do Arranjo Fiscal Brasileiro
Perspectivas de Investimento
A economista-chefe para o Brasil do Morgan Stanley, Ana Madeira, afirmou, em um seminário do Lide realizado em São Paulo, que o arranjo fiscal do país se apresenta como uma preocupação para a atratividade dos investidores estrangeiros. Segundo ela, o acompanhamento das medidas fiscais adotadas e os dados resultantes dessas iniciativas revelam um impacto significativo nas contas públicas.
Impacto das Medidas Fiscais
Madeira ressaltou que as medidas fiscais e seus efeitos indiretos, como as parafiscais, têm uma soma que se torna relevante. A economista afirmou que essa questão está começando a ser percebida pelos investidores, indicando uma cautela crescente em relação à situação fiscal do Brasil.
Rebalanceamento de Riscos
Durante sua análise, ela destacou que houve uma mudança no perfil de risco associado ao Brasil desde o início do ano. A economista observou que a percepção dos investidores estrangeiros sobre o risco brasileiro diminuiu. No começo do ano, o país estava “relativamente bem posicionado”, apresentando um elevado carrego, uma valorização do real e uma volatilidade reduzida, fato atribuído à ausência de grandes novidades na área fiscal até aquele momento.
Choque do Petróleo
Madeira comentou sobre o impacto do choque nos preços do petróleo, enfatizando que o Brasil, como exportador líquido do produto, foi um dos países menos afetados diretamente por esse fenômeno. A alta dos preços do barril auxilia nas contas fiscais, além de permitir que o Brasil adote medidas para mitigar os efeitos da inflação resultantes desse choque.
Volatilidade no Ciclo Eleitoral
Entretanto, a economista alertou para o aumento da volatilidade tradicionalmente observado no segundo semestre do ano, especialmente com a aproximação do ciclo eleitoral. Ela enfatizou que esse fator começa a ser um tema recorrente entre os investidores, indicando que a preocupação com a situação fiscal começa a pesar mais nas decisões de investimento.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br