Os futuros das ações dos Estados Unidos apresentaram um aumento na quarta-feira, 27 de maio de 2026, após uma valorização significativa das ações do setor de semicondutores, o que impulsionou tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq Composite a novos recordes de fechamento na sessão anterior. Os investidores continuaram a equilibrar a expectativa otimista em relação à inteligência artificial com a incerteza que envolve as negociações para resolver o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
Às 07h08 (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones subiram 241 pontos, correspondendo a um aumento de 0,48%. Já os futuros do S&P 500 registraram um ganho de 26,50 pontos, ou 0,35%. Os futuros do Nasdaq 100 tiveram um avanço de 162,25 pontos, representando uma alta de 0,54%.
No encerramento do pregão na terça-feira, Wall Street apresentou um fechamento majoritariamente em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite alcançando novas altas de fechamento. O Dow Jones Industrial Average, por sua vez, teve um desempenho inferior e ficou com uma leve queda ao final do dia.
A performance dos fabricantes de chips permaneceu positiva, impulsionada por investimentos robustos e constantes em infraestrutura voltada para o desenvolvimento da inteligência artificial.
Conforme analisaram especialistas da Vital Knowledge em comunicado enviado a clientes, “o Irã dominou as discussões no mercado, mas a alta acentuada das ações ligadas à inteligência artificial está ocorrendo independentemente de qualquer evento no Oriente Médio”.
Micron ultrapassa valor de mercado de US$ 1 trilhão
A Micron (NASDAQ:MU) destacou-se entre as empresas com melhor desempenho, com sua valorização elevando a capitalização de mercado da companhia além da marca de US$ 1 trilhão pela primeira vez na história.
O bom desempenho continuou nas negociações pré-mercado de quarta-feira, com as ações da Micron vendo um incremento superior a 4% em seu valor. A crescente concorrência entre empresas de tecnologia visando expandir as capacidades relacionadas à inteligência artificial gerou uma demanda excepcionalmente forte por chips de memória avançados, particularmente pelos produtos de memória de alta largura de banda que são fabricados pela Micron. A empresa anunciou recentemente que todo o seu fornecimento anual de processadores HBM já foi vendido, indicando um alto nível de interesse por parte do mercado.
A escassez na oferta de chips provocou uma elevação considerável nos preços de memória, aumentando as expectativas referentes à lucratividade da Micron e atraindo um interesse crescente dos investidores. A agência de notícias Reuters, citando documentos regulatórios, informou que as ações da Micron tornaram-se muito populares entre os investidores institucionais. Também é importante mencionar que a Micron pode ser negociada na B3 por meio de BDR (BOV:MUTC34).
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As negociações com o Irã permanecem incertas
Os mercados continuaram a monitorar os novos desdobramentos das negociações que visam finalizar o conflito que já dura quase três meses entre Washington e Teerã. De acordo com a Al Jazeera, as discussões indiretas entre as duas partes prosseguiram, mesmo após a retomada de confrontos militares no início da semana. Os Estados Unidos afirmaram que o frágil cessar-fogo continua em vigor, apesar de o Irã ter alertado sobre suas intenções de responder caso o acordo fosse rompido.
Informações veiculadas no início da semana indicaram que os dois países estavam próximos de um acordo preliminar que poderia incluir a prorrogação do cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota marítima de importância estratégica que abrange aproximadamente um quinto do fornecimento mundial de petróleo. O Estreito tem estado praticamente bloqueado desde o início do conflito, que se intensificou no final de fevereiro.
Para complicar ainda mais as negociações, a Associated Press reportou novos confrontos no sul do Líbano entre as forças israelenses e militantes do Hezbollah, que conta com o apoio do Irã. A Teerã teria insistido que qualquer um acordo de paz mais amplo deve também abordar a situação no Líbano.
Preços do petróleo caem
Os preços do petróleo apresentaram uma queda à medida que os investidores analisavam as evoluções relacionadas à situação diplomática. Os contratos futuros do petróleo Brent, considerado a referência global do óleo, estavam em baixa de 3,2%, sendo cotados a US$ 96,37 por barril. Embora os preços tenham recuado em relação a recentes máximas superiores a US$ 100, o Brent continua a se manter significativamente acima dos níveis que eram observados antes do início do conflito.
O Estreito de Ormuz permaneceu sendo um ponto de atenção no mercado, especialmente após o Irã ter efetivamente bloqueado a passagem pelo canal, em decorrência da intensificação das hostilidades envolvendo Estados Unidos e Israel. A informação de que várias embarcações haviam cruzado a rota com sucesso nesta semana trouxe novas esperanças de que a hidrovia poderia ser reaberta gradativamente, mesmo que o volume de transporte marítimo ainda esteja bem abaixo dos níveis registrados antes da guerra.
Funcionários da Samsung aprovam acordo salarial
No entanto, a maioria dos trabalhadores sindicalizados da Samsung Electronics (USOTC:SSNHZ) aprovou, na quarta-feira, um acordo salarial provisório, que evitou uma grande greve que poderia ter prejudicado as cadeias de suprimento de semicondutores e a economia da Coreia do Sul como um todo.
Conforme informou o sindicato, cerca de 74% dos trabalhadores que participaram da votação se mostraram a favor do acordo. Esse acordo suspendeu os planos para uma greve de 18 dias que envolveria cerca de 48.000 funcionários, a maioria deles vinculados à divisão de semicondutores da Samsung.
No pregão de Seul, as ações da Samsung tiveram um fechamento em alta de 2,7%. O acordo, que foi mediado com a participação do governo, foi alcançado na semana passada após desafiadoras negociações que abordaram bônus e distribuições de lucros, em resposta à crescente demanda por chips de memória usados na inteligência artificial.

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