Visita do Ministro Alexandre Silveira à China
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reuniu, na última quarta-feira, dia 21 de junho, com representantes da CATL (Contemporary Amperex Technology), uma das maiores empresas do setor de baterias do mundo, durante uma agenda oficial do governo brasileiro na China.
Descobertas de Lítio e Terras Raras
Na reunião, Silveira enfatizou as recentes descobertas de lítio e terras raras no Brasil e apresentou o país como um destino atrativo para investimentos estrangeiros, especialmente na indústria chinesa.
De acordo com o ministro, o Brasil possui condições favoráveis que incluem estabilidade institucional, segurança jurídica e previsibilidade regulatória, características que visam atrair investidores internacionais.
Estratégia de Internalização da Cadeia Produtiva
A estratégia do governo brasileiro se concentra na internalização de etapas importantes da cadeia produtiva dos minerais críticos. A prioridade é atrair investimentos para a fabricação de componentes, células e baterias, utilizando insumos extraídos no Brasil.
A CATL, que atualmente é a maior fabricante de baterias do mundo, fornece para diversas montadoras globais, incluindo Tesla, BMW, Volkswagen e Ford, desempenhando um papel central na cadeia global de veículos elétricos.
Reunião com o Grupo SANY
Durante sua visita à China, o ministro também esteve em Changsha, na província de Hunan, onde se encontrou com executivos do Grupo SANY. Esta empresa é um dos maiores conglomerados industriais do mundo, atuando nas áreas de máquinas pesadas, equipamentos para mineração, energia e infraestrutura.
Setor de Energia Nuclear
O setor de energia nuclear, defendido por Silveira em diversas declarações, também foi um dos temas centrais da sua agenda na China. Em Xangai, no dia 22 de junho, o ministro participou de uma reunião com o economista-chefe da China National Nuclear Corporation, que é a entidade estatal responsável pelo desenvolvimento do programa nuclear na China.
O objetivo do encontro foi aprofundar o diálogo sobre o desenvolvimento e as aplicações dos pequenos reatores modulares. Esta tecnologia é considerada uma alternativa eficaz para aumentar a geração de energia de base, trazendo benefícios como menor custo inicial, maior flexibilidade operacional e reforço à segurança energética, particularmente em regiões remotas ou com infraestrutura limitada.
Durante as discussões, Alexandre Silveira destacou que o fortalecimento do setor nuclear brasileiro depende da atração de investimentos privados, especialmente nas áreas de pesquisa mineral, exploração e desenvolvimento da cadeia produtiva do urânio.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br