Ibovespa em baixa devido ao petróleo acima de US$ 100, desvalorização de Wall Street e tensões geopolíticas.

Ibovespa em baixa devido ao petróleo acima de US$ 100, desvalorização de Wall Street e tensões geopolíticas.

by Ricardo Almeida
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Desempenho do Ibovespa em Quarta-Feira

No dia 23 de julho, o índice Ibovespa (IBOVESPA:IBOV) experimentou uma queda de 0,46%, finalizando o pregão a 176.723 pontos. O volume de negócios registrado foi de R$ 15,4 bilhões, abaixo da média dos últimos 50 dias, que é de R$ 17,4 bilhões. Essa diminuição no volume foi influenciada pela pressão inversa das blue chips e pelos movimentos do contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT).

Impactos Externos no Mercado

O clima do mercado de ações na bolsa brasileira foi influenciado por uma combinação de tensões geopolíticas, questões relacionadas à taxa de juros e fatores políticos locais. No contexto externo, os preços do petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) tiveram um aumento significativo de 6,50%, ultrapassando a marca de US$ 100,11 por barril. Esse aumento foi impulsionado por um ataque de rebeldes houthis a petroleiros sauditas no Mar Vermelho e por uma troca de palavras entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Além disso, as tensões com o minério de ferro em Dalian foram mitigadas pela elevação de custos de frete, que atingiu US$ 110,43 por tonelada.

Desempenho na Bolsa Norte-Americana

Nos Estados Unidos, o cenário se agravou com uma queda acentuada nas ações do setor tecnológico, após a Alphabet divulgar resultados de fluxo de caixa livre negativos e aumentar sua projeção de capex para 2026 entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões, superando os US$ 190 bilhões anteriormente projetados. Este clima negativo também foi refletido nos dados sobre pedidos iniciais de seguro-desemprego, que totalizaram 187 mil, abaixo da projeção de 212 mil. Como resultado, os índices Dow Jones (DOWI:DJI), S&P 500 (SPI:SP500) e Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX) registraram quedas de 0,97%, 1,21% e 1,87%, respectivamente.

Atenções no Mercado Local

O mercado também acompanhou com atenção os desdobramentos relacionados às expectativas para a próxima reunião do Federal Reserve e do Copom, além das questões políticas em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, incluindo pedidos de desculpas direcionados à ex-primeira-dama, Michelle, e a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para a Polícia Federal investigar os laços do senador com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Influências das Commodities no Ibovespa

O aumento do petróleo Brent além de US$ 100, junto com a queda das bolsas norte-americanas, teve um impacto negativo direto sobre o mercado de ações do Brasil. As atenções dos investidores estavam voltadas tanto para as movimentações do Copom quanto para o cenário político envolvendo Flávio Bolsonaro.

Desempenho das Ações de Empresas Brasileiras

No âmbito corporativo, as ações de grandes empresas contribuíram para a performance negativa do índice. As ações preferenciais do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), que é uma das maiores instituições do setor bancário e de serviços financeiros do Brasil, apresentaram uma queda de 0,79%. As ações ordinárias da Weg (BOV:WEGE3), referência na fabricação de motores elétricos e equipamentos industriais, diminuíram 2,29%. Já as ações preferenciais do Bradesco (BOV:BBDC4), outra grande instituição financeira, registraram uma desvalorização de 1,32%.

Principais Quedas no Ibovespa

Entre as maiores quedas do dia, destacaram-se os papéis da Hapvida (BOV:HAPV3), que atua no setor de saúde suplementar e gestão de planos de saúde, com uma perda de 8,08%. Também se destacaram as ações da Totvs (BOV:TOTS3), líder em desenvolvimento de software de gestão, que enfrentaram uma queda de 6,37%; e a rede Assaí (BOV:ASAI3), grande no comércio varejista e atacadista de alimentos pelo modelo cash & carry, que teve uma redução de 4,52% em seu valor de ações.

Movimento do Mercado de Juros Futuros

No mercado de juros futuros da B3, o dia 23 de julho foi marcado por um movimento de alta consistente em toda a estrutura a termo, com os vértices da curva apresentando uma elevação de até 15,5 pontos-base ao longo da sessão regular. Essa inclinação e aumento das taxas refletiram o encarecimento dos preços das commodities energéticas, acompanhados pelo aumento dos rendimentos das Treasuries nos Estados Unidos. O estresse no mercado foi exacerbado pelo leilão realizado pelo Tesouro Nacional, que ofereceu um volume reduzido de títulos prefixados em comparação à semana anterior, vendendo 350 mil LTN de uma oferta de 450 mil e colocando todo o lote de 450 mil NTN-F.

Valorização do Dólar

No mesmo dia, o contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT) subiu 0,50%, sendo negociado a R$ 5,096, refletindo a apreciação da moeda norte-americana no cenário global, conforme indicado pelo índice DXY (CCOM:DXY), que avançou 0,3%, atingindo 101,4 pontos.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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