EUA confirmam tarifas sobre trabalho forçado; Brasil aplicará taxa de 12,5%

EUA confirmam tarifas sobre trabalho forçado; Brasil aplicará taxa de 12,5%

by Fernanda Lima
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Nova Tarifa dos EUA

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou na última quinta-feira, 23, a introdução de uma nova tarifa que afetará 60 países que, segundo o órgão, se beneficiaram comercialmente de produtos relacionados ao trabalho forçado.

Alíquotas Estabelecidas

As taxas foram estabelecidas em 10% para os países que, de acordo com o USTR, "se comprometem a adotar e a aplicar de forma efetiva proibições à importação de trabalho forçado". Para os países que não implementaram essa proibição, a alíquota é de 12,5%.

Brasil e Outras Economias Atingidas

O Brasil foi um dos países que sofreu a alíquota mais elevada, conforme observado pelo analista de Internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna. Essa nova tarifa se soma a taxas previamente aplicadas ao Brasil, incluindo uma taxa de 25%, resultado de uma investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos.

De acordo com o USTR, "O Representante Comercial determinou, seguindo a orientação específica do Presidente, que a taxa tarifária a ser aplicada e o escopo das tarifas e isenções são apropriados para eliminar atos, políticas e práticas que foram considerados passíveis de ação na investigação".

Além do Brasil, outras 53 economias foram identificadas como tendo "falhado em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

Lista de Países Afetados

Abaixo, segue a lista dos países que não atenderam às exigências do USTR, portanto sujeitos à tarifa de 12,5%:

  1. Argélia
  2. Angola
  3. Argentina
  4. Austrália
  5. Bahamas
  6. Bahrein
  7. Bangladesh
  8. Brasil
  9. Camboja
  10. Chile
  11. China
  12. Colômbia
  13. Costa Rica
  14. República Dominicana
  15. Egito
  16. El Salvador
  17. Guatemala
  18. Guiana
  19. Honduras
  20. Hong Kong
  21. Índia
  22. Iraque
  23. Israel
  24. Japão
  25. Jordânia
  26. Cazaquistão
  27. Kuwait
  28. Líbia
  29. Malásia
  30. Marrocos
  31. Nova Zelândia
  32. Nicarágua
  33. Nigéria
  34. Noruega
  35. Omã
  36. Peru
  37. Filipinas
  38. Catar
  39. Rússia
  40. Arábia Saudita
  41. Singapura
  42. África do Sul
  43. Coréia do Sul
  44. Sri Lanka
  45. Suíça
  46. Taiwan
  47. Tailândia
  48. Trinidad e Tobago
  49. Turquia
  50. Emirados Árabes Unidos
  51. Reino Unido
  52. Uruguai
  53. Venezuela
  54. Vietnã

Tarifas para Parceiros dos EUA

Uma alíquota de 10% foi designada a seis parceiros comerciais dos Estados Unidos, que são:

  1. Canadá
  2. Equador
  3. União Europeia
  4. Indonésia
  5. México
  6. Paquistão

Produtos Isentos

Alguns produtos estão isentos dessa nova tarifa, incluindo:

  • Materiais informativos, doações e bagagem acompanhada.
  • Todos os artigos e partes de artigos sujeitos às tarifas da seção 232.
  • Matérias-primas que poderiam causar escassez no fornecimento interno nos EUA.
  • Produtos que, se sujeitos a tarifas adicionais, poderiam causar perturbações econômicas.
  • Certos produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidade suficiente nos Estados Unidos ou obtidos de fontes alternativas.
  • Artigos cuja isenção de tarifas poderia incentivar outras economias a estabelecer e aplicar proibições efetivas sobre o trabalho forçado.

Entre os produtos isentos estão petróleo, gás, fertilizantes e alimentos, como carne.

Implementação da Nova Tarifa

O novo percentual de tarifa entrará em vigor à 01h01, horário de Brasília, nesta sexta-feira, 24. Os produtos em trânsito para os Estados Unidos até terça-feira, 28, não serão alvo de cobrança adicional.

Reação do Governo Brasileiro

O governo brasileiro divulgou uma nota expressando sua oposição à sobretaxa de 12,5%. No comunicado, a Presidência anunciou a intenção de iniciar "os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade".

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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