Novas Tarifas Impostas pela Administração Trump
No dia 19 de julho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com jornalistas após a chegada do Air Force One na Base Joint Andrews, em Maryland. Nesse contexto, a administração Trump anunciou a implementação de novas tarifas logo após a meia-noite (horário da Costa Leste) de sexta-feira, afetando diversos países sob alegações de violações relacionadas ao trabalho forçado.
Detalhes das Tarifas
As tarifas, que variam entre 10% e 12,5%, substituirão efetivamente as tarifas globais temporárias de 10% decretadas pelo presidente Trump, que estão programadas para expirar ao mesmo tempo em que as novas tarifas entram em vigor. De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, essas tarifas se aplicarão a 60 parceiros comerciais e abrangem 99,4% do comércio dos EUA.
O escritório informou separadamente à CNBC que não poderia fornecer uma estimativa sobre quanto de receita as novas tarifas irão gerar.
Ação Sem Precedentes em Direitos Trabalhistas
Um funcionário sênior da administração Trump declarou em uma conferência com jornalistas que essa ação é “a mais abrangente em termos de direitos trabalhistas internacionais que os Estados Unidos já realizaram — que qualquer país já realizou”.
O funcionário também destacou que as novas tarifas não se “empilhariam” sobre os impostos de importação existentes sobre aço e alumínio, conhecidos como tarifas do “Seção 232”, que Trump impôs no ano passado com base em questões de segurança nacional.
Evolução da Agenda Protecionista
A declaração feita na quinta-feira ressalta como a administração Trump está intensificando sua abordagem agressiva em relação às tarifas, após a agenda protecionista do presidente ter enfrentado grandes revezes legais no decorrer do ano. Trump frequentemente apresenta as tarifas como instrumentos essenciais para gerar receita e obter vantagens sobre parceiros comerciais estrangeiros, desconsiderando as críticas de que elas oneram importadores nos EUA e elevam os preços para os consumidores americanos.
Recentemente, a Casa Branca impôs tarifas de 25% sobre a maioria das importações dos EUA vindas do Brasil, que começaram a vigorar na quarta-feira, e tarifas de 50% sobre uma ampla variedade de produtos do Canadá, que devem entrar em vigor no próximo mês.
Propostas de Tarifas e Motivação
A administração Trump havia proposto as próximas tarifas no início de junho, após concluir que os países visados não conseguiram proibir efetivamente a utilização de práticas de trabalho forçado nas trocas comerciais com os EUA.
Base Legal das Novas Tarifas
As novas tarifas estão sendo implementadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, uma das ferramentas comerciais que Trump tem utilizado desde que a Suprema Corte anulou suas tarifas globais de “dia de libertação” em 20 de fevereiro.
Horas após essa derrota judicial, um Trump enfurecido declarou que imporia uma tarifa global de 10% sob a Seção 122 da mesma lei de comércio de 1974. Contudo, essa tarifa tinha um prazo de 150 dias que está prestes a expirar às 12h01 (horário da Costa Leste) de sexta-feira.
Investigação sobre Trabalho Forçado
Em março, a administração Trump anunciou duas investigações separadas sob a Seção 301: uma relacionada ao trabalho forçado e outra centrada em preocupações sobre a capacidade de manufatura excessiva em 16 economias. Essa última investigação ainda não foi finalizada.
Em testemunho no Senado na quarta-feira, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, expressou: “Nós nos comprometemos a continuar utilizando tarifas e a negociar acordos para apoiar a reindustrialização de nossa economia, proteger os trabalhadores americanos, aumentar seus salários e reduzir nosso déficit comercial”.
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Fonte: www.cnbc.com

