Ibovespa em baixa: PIB e decisão dos EUA sobre facções criminosas no foco; 5 informações essenciais para investidores hoje (29)

Ibovespa em baixa: PIB e decisão dos EUA sobre facções criminosas no foco; 5 informações essenciais para investidores hoje (29)

by Ricardo Almeida
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Ibovespa Inicia Queda na Última Sessão de Maio

O Ibovespa (IBOV) começou a última sessão de maio em queda, contradizendo a tendência observada no mercado exterior. Investidores estão avaliando os possíveis efeitos da classificação de facções criminosas como organizações ‘terroristas’ pelos Estados Unidos sobre o mercado financeiro brasileiro.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava recuo de 0,35%, situando-se em 174.443,19 pontos.

O IBOV acumula uma diminuição de 6,5% em maio e se encaminha para a sétima semana consecutiva de perdas, uma sequência que não ocorria desde meados de abril e maio de 2024.

O dólar à vista estava em alta frente ao real, seguindo a tendência da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda era cotada a R$ 5,0556 (+0,47%). O DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, apresentava leve alta de 0,01%, atingindo 99.030 pontos.

Assuntos Relevantes para Investidores no Ibovespa

1 – PIB Avança no 1º Trimestre de 2026

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 (1T26). Comparado ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8%.

Conforme a mediana das projeções coletadas pelo Money Times, a expectativa era de um crescimento de 1,0% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao trimestre anterior, e de 1,8% quando comparado anualmente. Para o ano como um todo, as estimativas indicam uma expansão de 1,8% em 2026.

Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, afirmou que “o resultado confirma uma atividade econômica mais forte no primeiro trimestre, especialmente em razão de incentivos pontuais do governo, como a isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e a valorização do salário mínimo.”

Segundo o especialista, a expectativa é que a economia desacelere gradualmente nos períodos seguintes.

O IBGE revisou ainda para cima as projeções do PIB, que foram ajustadas para 0,1% no terceiro trimestre e para 0,3% no quarto trimestre de 2025.

2 – Dívida Pública

A dívida bruta do Brasil apresentou um aumento em abril, com o setor público consolidado brasileiro alcançando um superávit primário superior ao esperado, conforme dados divulgados pelo Banco Central na manhã de hoje.

A dívida pública bruta como proporção do PIB alcançou 80,4% em abril, um pequeno aumento em relação aos 80,0% do mês anterior. Por sua vez, a dívida líquida do setor público foi para 67,4%, em comparação aos 66,8% do mês anterior.

As expectativas de analistas que participaram de uma pesquisa da Reuters indicavam 80,3% para a dívida bruta e 67,4% para a dívida líquida.

No mês de abril, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 24,624 bilhões, superando a expectativa de economistas que consultaram a pesquisa da Reuters, que previa um saldo positivo de R$ 22,0 bilhões.

Os dados mostram que o governo central teve um saldo positivo de R$ 26,075 bilhões. Estados e municípios reportaram um superávit primário de R$ 329 milhões, enquanto as estatais apresentaram um déficit de R$ 1,781 bilhão, conforme dados do Banco Central.

3 – PCC e CV Classificados como ‘Terroristas’ pelos EUA

As facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foram categorizadas como grupos terroristas internacionais pelo governo dos Estados Unidos na noite da última quinta-feira (28).

Segundo informações do governo norte-americano, essa decisão foi tomada sem consulta ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e após a visita do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro à Casa Branca. A oficialização da medida ocorrerá no dia 5 de junho. Desde que Donald Trump reassumiu a presidência, ele classificou 14 grupos criminosos da região como terroristas.

Essa decisão pode gerar insegurança jurídica e provocar impactos no mercado financeiro brasileiro, uma vez que análises recentes mostram o envolvimento do PCC com a economia formal.

Pesquisadores destacam que tal classificação pode comprometer a soberania nacional e dificultar, na prática, o intercâmbio de informações entre os países.

4 – EUA x Irã

O mercado financeiro também reage a informações sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã, que envolve a extensão do cessar-fogo por 60 dias e o início de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Contudo, a aprovação final do presidente Donald Trump ainda é necessária.

A perspectiva de um acordo de paz definitivo resultou em uma queda nos preços do petróleo. Por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência no mercado internacional, para julho, caíam 1,90%, sendo cotados a US$ 90,96 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho apresentavam uma queda de 1,88%, sendo negociados a US$ 87,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

5 – Intervenção Cambial no Japão

O Japão realizou intervenções no mercado de câmbio que totalizaram quase US$ 74 bilhões no último mês, conforme informou o Ministério das Finanças. Este é o primeiro caso de atuação direta do país desde 2024.

Dados divulgados pelo ministério indicam que o governo japonês gastou aproximadamente 11,7349 trilhões de ienes (cerca de US$ 73,69 bilhões) em intervenções cambiais entre 28 de abril e 27 de maio.

A ação do governo ocorreu quando o iene atingiu a marca de 160 por dólar, reforçando a percepção entre operadores de que as autoridades estão determinadas a proteger esse nível.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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