Mercados Financeiros: Atualização de Hoje
Na quinta-feira, 1º de junho, as negociações na B3, a bolsa de valores brasileira, foram suspensas em razão do feriado do Dia do Trabalho. A expectativa é de que as atividades sejam retomadas na sexta-feira, 2 de junho. Contudo, o Ibovespa em dólar apresentou uma movimentação positiva na quinta-feira, 4 de junho.
O iShares MSCI Brazil (EWZ), um fundo de índice (ETF na sigla em inglês) que replica o desempenho do mercado de ações brasileiro e é negociado na Bolsa de Nova York (NYSE), teve uma alta de 0,64%, atingindo o valor de US$ 34,86 nos primeiros minutos do pregão.
Desempenho das Principais Empresas
Entre as empresas de destaque, os recibos de ações (ADRs) da Vale (VALE), que também são negociados na NYSE, apresentaram uma queda de 1,37%, sendo cotados a US$ 15,84. Por sua vez, os papéis ordinários da Petrobras (PBR) registraram uma queda de 0,85%, custando US$ 18,04, enquanto os papéis preferenciais (PBR.A) tiveram uma diminuição de 0,62%, valendo U$ 16,13. Essa movimentação foi influenciada pela queda de quase 3% no preço do petróleo Brent, observada por volta de 10h40 (horário de Brasília).
O Ibovespa (IBOV) não se encontrava em negociação nesta quinta-feira, após encerrar com uma perda de 2,22%, situando-se na faixa de 170 mil pontos. As operações deverão ser retomadas na próxima sexta-feira, 5 de junho.
Tensões Geopolíticas e seus Reflexos no Mercado
No cenário internacional, as tensões geopolíticas continuaram a influenciar o comportamento dos investidores. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, Líbano e Israel chegaram a um acordo para implementar um cessar-fogo, após negociações nas quais os EUA estiveram envolvidos. O cessar-fogo foi condicionado à total cessação dos disparos por parte da milícia Hezbollah, que é alinhada ao Irã, assim como à retirada de todos os membros dessa milícia do Setor Sul de Litani. Anteriormente, as duas partes haviam concordado em uma trégua no mês passado, mas os combates entre elas persistiram.
Na região da Ásia, os principais índices financeiros encerraram o pregão em baixa. O índice Nikkei, proveniente do Japão, caiu 1,36%, estabelecendo-se em 67.470,69 pontos, após ter alcançado um recorde histórico de fechamento em sua sessão anterior. O índice Hang Seng, que representa Hong Kong, também teve um desempenho negativo, com uma queda de 1,48%, estabelecendo-se em 25.253,40 pontos.
Desenvolvimentos na Europa
Na Europa, a preocupação com a inflação e o impasse no Oriente Médio continuaram a ser temas amplamente discutidos entre os investidores. Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 operava com uma queda de 0,37%, sendo cotado a 623,50 pontos.
Nos Estados Unidos, os índices financeiros iniciaram a sessão sem uma direção clara, refletindo um enfoque na temática da inteligência artificial (IA).
Movimentação do Dólar
O dólar apresentou uma queda nesta quinta-feira, 4 de junho, em relação às principais moedas globais, embora permaneça próximo ao nível dos 100 pontos. Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o DXY, índice que compara a moeda americana com uma cesta de seis outras moedas, incluindo o euro e o iene, registrava uma redução de 0,28%, somando 199,252 pontos.
Apesar da queda do dólar, o analista Francesco Pesole, que representa o ING, observa que é “difícil argumentar contra a força do dólar” neste momento, devido à resiliência dos dados macroeconômicos em um contexto de juros elevados. Pesole indicou que “os dados continuam a mostrar uma economia norte-americana robusta – tanto o relatório de empregos privados elaborado pela ADP quanto o índice ISM de serviços apresentaram resultados fortes ontem” e destacou que novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã levaram a um aumento da aversão ao risco nos mercados globais.
Ele ainda comentou que o nível de 100 pontos “parece estar ao alcance”, a menos que um otimismo renovado em relação ao Oriente Médio surja. O mercado se mantém atento à divulgação do relatório oficial de empregos, conhecido como payroll, referente ao mês de maio, que está programada para ser feita na próxima sexta-feira, 5 de junho.
Conforme uma pesquisa realizada pela Reuters com economistas, a expectativa é de que a economia dos Estados Unidos tenha gerado 85.000 novos postos de trabalho fora do setor agrícola em maio, após a adição de 115.000 empregos no mês de abril. A previsão é que a taxa de desemprego permaneça em 4,3%.
Fonte: www.moneytimes.com.br


