Ibovespa em queda com Petrobras (PETR4) e aversão ao risco em Wall Street; dólar sobe para R$ 5,31, maior patamar desde janeiro.

Ibovespa em queda com Petrobras (PETR4) e aversão ao risco em Wall Street; dólar sobe para R$ 5,31, maior patamar desde janeiro.

by Editoria Bolsa e Mercado
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Análise do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) apresentou uma queda significativa, refletindo a deterioração do sentimento dos investidores no mercado internacional e as alterações nas expectativas de cortes nas taxas de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Essa situação ocorre em meio ao aumento abrupto nos preços do petróleo.

Desempenho do Ibovespa

Na sexta-feira (13), o principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou as negociações com uma desvalorização de 0,91%, atingindo a marca de 177.653,31 pontos. No acumulado da semana, o Ibovespa registrou uma perda de 0,95%.

Câmbio e Impactos Locais

O dólar à vista (USDBRL) finalizou o dia cotado a R$ 5,3163, apresentando uma alta de 1,41%, o que representa o maior nível desde janeiro. Ao longo da semana, o dólar acumulou uma valorização de 1,38% em relação ao real.

Os investidores seguem analisando o pacote de medidas apresentado pelo governo, cujo objetivo é controlar os preços dos combustíveis, divulgado no dia anterior. A estatal Petrobras (PETR4) anunciou um aumento de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias, uma decisão que, segundo cálculos feitos pelo BCG Liquidez, neutralizou os efeitos positivos das medidas governamentais na inflação medida pelo IPCA.

Além disso, o mercado ajustou suas expectativas em relação à trajetória da taxa de juros brasileira, influenciado pelo aumento nas tensões geopolíticas e potenciais impactos nos preços da energia.

Expectativas de Selic

As expectativas de mercado, tanto em relação às opções do Copom na B3 quanto em relação à curva a termo, indicam uma probabilidade significativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana. Antes da escalada dos conflitos no Oriente Médio, a maior expectativa era por uma redução de 0,50 ponto percentual.

As pesquisas eleitorais continuam a ser um foco de atenção. A Reuters informou que Fernando Haddad anunciará sua candidatura ao governo de São Paulo na próxima quinta-feira (19).

Altas e Quedas do Ibovespa

Em um dia marcado por forte aversão ao risco, as ações cíclicas foram destaque na parte negativa do Ibovespa, refletindo a abertura da curva de juros. Entre as maiores baixas do pregão, as ações da Vivara (VIVA3) se destacaram, seguidas por Braskem (BRKM5) e CSN (CSNA3), afetadas pela divulgação de balanços trimestrais e por notícias recentes sobre as empresas.

As ações da Petrobras (PETR4), uma das mais influentes do Ibovespa, também fecharam em queda após o anúncio do aumento no preço do diesel. PETR3 teve uma redução de 0,10%, finalizando a R$ 49,60, enquanto PETR4 fechou com uma perda de 0,53%, cotada a R$ 44,76.

Embora a Petrobras tenha realizado o reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela companhia estatal ainda estão defasados em comparação com a paridade de importação (PPI). De acordo com a Abicom, para alinhar os preços internos aos padrões internacionais, a Petrobras precisaria elevar o valor do diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem alterações. Para a gasolina, a defasagem é de 43%, o que corresponderia a um aumento de R$ 1,10 por litro.

Entretanto, a expectativa é de que a ampla volatilidade dos preços externos não seja totalmente repassada ao consumidor. Medidas recentemente anunciadas pelo governo ofereceram algum suporte à Petrobras, que já confirmou a sua adesão ao programa de subvenção ao diesel.

A parte positiva do Ibovespa foi liderada por BB Seguridade (BBSE3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Cenário Externo

Os índices de Wall Street acentuaram suas perdas no decorrer da segunda metade do pregão, enquanto monitoravam as tensões no Oriente Médio. Os investidores estavam atentos também a novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) aumentou 0,3% em janeiro, alinhando-se com as expectativas do mercado. Na comparação anual, o índice registrou um crescimento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% projetados por economistas consultados pela Dow Jones. Este dado é de fundamental importância como referência de inflação para o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Diante do aumento das tensões e dos dados de inflação em conformidade com as previsões, o mercado voltou a considerar setembro como o mês mais plausível para a retoma do ciclo de corte nas taxas de juros nos Estados Unidos. Perto do fechamento, a probabilidade de um corte em julho era de 54,2%, conforme indicado pela ferramenta FedWatch, do CME Group. No dia anterior, os traders previam a possibilidade de redução das taxas apenas para dezembro.

Para a próxima decisão de política monetária, as chances de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano são de 99,1%.

Fechamento dos Índices

Os índices encerraram o dia da seguinte forma:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos;
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

Na Europa, os índices também fecharam em queda, sendo pressionados pela incerteza geopolítica. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com uma queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Na Ásia, os índices seguiram em queda, com os investidores incertos sobre a duração do fechamento no Estreito de Ormuz. O índice Nikkei, do Japão, apresentou uma perda de 1,16%, alcançando 53.819,61 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98%, totalizando 25.465,60 pontos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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