Ibovespa fecha em baixa devido à pressão sobre bancos, recuperação judicial de varejistas e contexto internacional desfavorável.

Ibovespa fecha em baixa devido à pressão sobre bancos, recuperação judicial de varejistas e contexto internacional desfavorável.

by Editoria Bolsa e Mercado
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Ibovespa encerra o pregão em leve queda

No pregão de segunda-feira, 17 de agosto, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,09%, atingindo 166.783 pontos. O desempenho do índice foi impactado por uma trajetória negativa dos principais índices de Wall Street e, em especial, pela pressão exercida sobre as ações de instituições financeiras. Essa pressão ocorreu após os pedidos de Recuperação Judicial apresentados por Casas Bahia e Marabraz. Apesar da oscilação modesta do índice, o volume de negócios no dia alcançou R$ 18,7 bilhões, valor superior à média dos últimos 50 pregões, evidenciando uma movimentação significativa no mercado.

Influências do mercado e fatores externos

O ambiente do mercado acionário brasileiro na segunda-feira foi impactado por uma combinação de fatores tanto domésticos quanto externos. No cenário nacional, o pedido de Recuperação Judicial de Casas Bahia e Marabraz elevou as preocupações acerca da exposição do sistema financeiro ao varejo. Documentos revelaram que Banco do Brasil (BOV:BBAS3), Bradesco (BOV:BBDC4) e Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) estão entre os credores dos varejistas em dificuldades, além de haver menções à dívidas com BTG Pactual (BOV:BPAC11). Informações indicam que casas Bahia busca um empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao Banco do Brasil, Bradesco e outros credores. Em um evento promovido pelo Santander, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mencionou que a política de juros restritiva tem como objetivo reequilibrar oferta e demanda, enfatizando a produtividade como um elemento crucial para um crescimento sustentável. No panorama político, o presidente Lula deu início oficial à sua campanha de reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro também lançou sua candidatura à Presidência. Pesquisa realizada pelo BTG/Nexus apontou Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 44% de Flávio.

Desempenho em Wall Street e no exterior

No exterior, os principais índices de Wall Street terminaram o dia em queda: Dow Jones (DOWI:DJI) recuou 0,51%, S&P 500 (SPI:SP500) caiu 0,52% e Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX) apresentou uma leve queda de 0,17%. Os juros longos nos Estados Unidos avançaram, com os rendimentos das Treasuries de 2 e 10 anos subindo 1,3 e 3,2 pontos-base, respectivamente. Os títulos de 30 anos atingiram máximas não vistas desde 2007, refletindo preocupações com os gastos públicos e uma inflação que ainda está acima da meta estabelecida. Além disso, o cenário geopolítico também influenciou o mercado, visto que o preço do petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) subiu 2,46%, atingindo US$ 90,70 por barril, em decorrência do impasse entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz. Na China, os dados econômicos mostraram um desempenho fraco, com novos empréstimos em iuan apresentando uma contração recorde em julho. O desemprego também aumentou para 5,2%, as vendas no varejo cresceram apenas 0,6%, e a produção industrial teve um crescimento de 4,5%. O preço do minério de ferro (CCOM:IRONORE) em Dalian caiu 0,70%, sendo comercializado a US$ 95,45 por tonelada, refletindo preocupações com a demanda chinesa.

Desempenho das ações no mercado acionário

No que diz respeito às ações que mais pressionaram o Ibovespa, na segunda-feira, destacam-se algumas das principais instituições financeiras. Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) teve uma queda de 1,59%; Bradesco (BOV:BBDC4) recuou 1,93%; e a B3 (BOV:B3SA3), responsável pela infraestrutura de negociação e liquidação de ativos financeiros no Brasil, perdeu 1,77%. Entre as maiores quedas percentuais, Suzano (BOV:SUZB3), que atua fortemente no setor de papel e celulose, teve uma diminuição de 3,45%; Cosan (BOV:CSAN3), que opera em segmentos de energia, combustíveis e logística, viu seus papéis recuarem 2,72%; e Hypera (BOV:HYPE3), uma companhia farmacêutica, registrou uma baixa de 2,46%.

Destaques positivos e movimentação no mercado de juros futuros

Em contrapartida, o destaque positivo no dia foi a Magazine Luiza (BOV:MGLU3), varejista com atuação no comércio eletrônico, que viu suas ações subirem expressivamente em 8,18%. Esse aumento foi impulsionado por notícias relacionadas à concorrente Casas Bahia. Para o mercado de juros futuros da B3, a jornada de segunda-feira apresentou um comportamento misto entre os diferentes pontos da curva. A ponta curta registrou um recuo de até 1 ponto-base, enquanto os contratos de prazos mais longos avançaram até 5 pontos-base. Esse movimento indicou uma abertura mais intensa na parte longa da curva e um alívio nos vencimentos mais curtos. Em resumo, as diferenças entre as pontas refletem a forma como o mercado reagiu às informações, com os prazos curtos apresentando um leve alívio, enquanto a parte longa voltou a ser influenciada pelo maior prêmio de risco e preocupações com a trajetória dos juros, além das condições financeiras.

Movimentação do dólar e dos contratos de DI futuro

O dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) encerrou suas operações em queda de 0,28%, fixando-se em R$ 5,219, enquanto o índice DXY (CCOM:DXY) recuou 0,06%, atingindo 99,57 pontos. Contudo, para os contratos de DI futuro (BMF:DI1FUT), o material não trouxe informações sobre as taxas nominais ou a identificação dos vencimentos mais negociados e suas respectivas taxas, impossibilitando assim a inclusão dessas informações sem recorrer a dados externos.

Fonte: br.advfn.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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