Ibovespa (IBOV) atinge novo recorde superando 172 mil pontos: 5 informações essenciais para investidores hoje (22)

O Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) busca consolidar o terceiro dia consecutivo de recordes após ter ultrapassado a marca de 5 mil pontos na sessão anterior, encerrando o pregão a 171 mil pontos. O movimento de forte valorização é respaldado por uma rotação global, caracterizada pela saída de dólares do mercado norte-americano, em meio a novas movimentações de Donald Trump no contexto geopolítico.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava uma alta de 0,48%, alcançando 172.646,65 pontos.

O Mercado de Câmbio

O dólar à vista segue em queda em relação ao real, refletindo o desempenho da moeda norte-americana no exterior. No mesmo horário mencionado, a cotação da moeda dos Estados Unidos caía para R$ 5,3144 (-0,12%).

Radar do Mercado

Day Trade

5 Temas Relevantes para Investidores do Ibovespa nesta Quinta-feira (22)

1 – Acordo UE-Mercosul

O tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul está previsto para ser implementado em caráter provisório já em março, conforme indicado por um diplomata da UE à Reuters nesta quinta-feira (22). Esta afirmação ocorre em meio a uma contestação iminente no tribunal superior do bloco.

Na quarta-feira (21), os parlamentares da UE decidiram solicitar um parecer jurídico sobre o acordo ao Tribunal de Justiça Europeu, o que pode provocar um atraso de até dois anos. Segundo o diplomata, “o acordo UE-Mercosul será aplicável provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar”, com uma expectativa de que essa ratificação ocorra pelo Paraguai em março.

Em um evento recente, que ocorreu no último sábado (17), a União Europeia assinou o maior acordo comercial de sua história com os países do bloco sul-americano. Antes de entrar em vigor, o acordo ainda precisa passar pela aprovação dos Legislativos de cada um dos países envolvidos.

2 – Recuo de Trump

As tensões geopolíticas apresentaram um breve alívio na quarta-feira (21) com a reversão das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a países europeus, além de uma possível negociação envolvendo a Groenlândia.

Durante sua participação no Fórum Mundial Econômico, realizado em Davos, Trump afirmou que não recorrerá à força para “conquistar” a Groenlândia, enfatizando que “as Forças Armadas não estão sendo cogitadas.”

Na parte final do dia, Trump divulgou que está próximo de um acordo para resolver a disputa pela Groenlândia, publicando em sua rede social: “Formamos a base de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, de fato, a toda a região do Ártico”. Ele anunciou que, com isso, não imporá as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro.

No sábado (17), Trump havia mencionado que novas tarifas de importação de 10% seriam implementadas em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido, todos já sujeitos a tarifas previamente impostas. Essas alíquotas seriam elevadas para 25% em 1º de junho e permaneceriam até que um acordo sobre a Groenlândia fosse firmado.

3 – Conselho da Paz

Na mesma data, Trump criou o ‘Conselho da Paz’, inicialmente focado em consolidar a trégua em Gaza, mas que poderá assumir um papel mais abrangente, o que pode gerar preocupações entre outras potências globais. O presidente norte-americano declarou que o conselho poderá atuar em conjunto com as Nações Unidas.

“Quando esse conselho estiver completamente formado, teremos a capacidade de atuar em várias questões em conjunto com a ONU,” afirmou Trump, acrescentando que a entidade possui um grande potencial que ainda não foi totalmente explorado.

Trump, que presidirá o conselho, convidou vários líderes mundiais para participar, destacando seu desejo de abordar desafios que vão além da frágil trégua em Gaza, o que suscitou incertezas quanto à possibilidade de que isso afete o papel da ONU como a principal plataforma para a diplomacia global e resolução de conflitos.

4 – Trump vs. Fed

Os juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos discutiram a ação que envolve a tentativa de Donald Trump de destituir a diretora do Federal Reserve, Lisa Cook. Nesse debate, foi ressaltada a importância de preservar a independência do banco central na definição da política monetária, sendo destacado que “o enfraquecimento” desta independência poderia representar riscos econômicos significativos.

O juiz conservador Brett Kavanaugh, durante a conversa com o advogado-geral D. John Sauer, que defendeu a autorização para a destituição de Cook, afirmou: “Sua posição de que não há revisão judicial, nenhum processo exigido, nenhum recurso disponível, uma barra muito baixa para a causa que o presidente determina sozinho – isso enfraqueceria, se não destruísse, a independência do Federal Reserve.”

Kavanaugh também enfatizou a necessidade de se estar ciente das consequências que essa posição poderia ter para a estrutura do governo.

5 – Novo Presidente do Fed

O assessor da Casa Branca, Kevin Hassett, que é considerado candidato a substituir o atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, declarou à CNBC que o novo titular do banco central dos Estados Unidos deve ser “uma pessoa independente que respeite os mandatos”.

Hassett elogiou Rick Rieder, diretor de renda fixa da BlackRock, que também está na corrida para o mesmo cargo. “Sou amigo de Rick há muito tempo. Ele é o melhor especialista em títulos”, ressaltou Hassett.

Além de Rick Rieder, estão entre os principais cotados o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, e o atual diretor Christopher Waller. Segundo a plataforma Polymarket, Kevin Warsh possui 44% de chances de ser o indicado para o Fed, enquanto Rick Rieder conta com 29% de probabilidade. Até a semana passada, Kevin Hassett era considerado um dos favoritos para a presidência do Fed, mas Trump expressou sua intenção de mantê-lo “onde está”.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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