Ibovespa mostra recuperação diante das eleições e aguarda ansiosamente a Super Quarta

Ibovespa mostra recuperação diante das eleições e aguarda ansiosamente a Super Quarta

by Ricardo Almeida
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O Ibovespa começou a semana recuperando parte das perdas registradas na última sexta-feira, em um pregão caracterizado pela cautela eleitoral e por uma expectativa elevada em relação à “Super Quarta”.

Após ter recuado mais de 7 mil pontos na sessão anterior, o índice voltou a apresentar um desempenho positivo e encerrou a segunda-feira (8) com uma alta de 0,52%, totalizando 158.187,43 pontos. No mercado cambial, o dólar à vista apresentou uma queda de 0,20%, sendo cotado a R$ 5,4209.

Sinalizações eleitorais influenciam o mercado

A reação dos investidores foi de certo alívio diante da sinalização de que o senador Flávio Bolsonaro pode desistir de sua candidatura à presidência. A possível retirada, que surgiu após negociações que envolviam anistia a participantes dos atos de janeiro de 2023, ajudou a reduzir a tensão que havia sido criada na sexta-feira, quando seu nome foi considerado como uma possível aposta por Jair Bolsonaro, ex-presidente atualmente preso por tentativa de golpe.

Levanta-se discussões sobre a fragmentação do setor da direita, uma vez que Tarcísio de Freitas é visto como o nome natural para o campo conservador nas eleições de 2026. Analistas acreditam que a entrada de Flávio poderia desarticular alianças com partidos centristas, intensificando a incerteza eleitoral, um fator que impactou diretamente o clima no mercado de ações.

Adicionalmente, a semana iniciou com os investidores em um compasso de espera para a “Super Quarta”, quando serão anunciadas decisões monetárias tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Expectativas em relação ao Copom

Em relação ao Comitê de Política Monetária (Copom), a expectativa predominante é de que a Selic seja mantida em 15% ao ano, embora o mercado esteja buscando pistas sobre a possível iniciação de cortes em 2026, especialmente após a divulgação de dados econômicos mais fracos na semana anterior.

Maiores altas do dia

As maiores altas do dia evidenciaram uma forte dispersão setorial. O Banco Pine (BOV:PINE11) liderou as altas, com um avanço de 33,57%. A pequena empresa de engenharia Azevedo & Travassos (BOV:AZEV11) teve um crescimento de 14,29%.

O IRB Brasil (BOV:IRBR3) também teve destaque, com alta de 10,2%, impulsionado pela recomendação do JPMorgan e pelo otimismo em relação à reprecificação e aos dividendos. O Recrusul (BOV:RCSL4) subiu mais de 22% devido a um forte giro financeiro, enquanto Monteiro Aranha (BOV:MOAR3) registrou uma alta de 8,79%.

Além disso, o dia foi positivo para outras empresas, como Unicasa (BOV:UCAS3), Multilaser (BOV:MLAS3) e Qualicorp (BOV:QUAL3), todas elas apresentando ganhos acima de 7%.

A Copasa (BOV:CSMG3) encerrou o dia com alta de 4,0%, sendo cotada a R$ 43,42. A companhia firmou uma carta de intenções com a Prefeitura de Belo Horizonte, prevendo a extensão da concessão até 2073, em contraposição ao vencimento previsto para 2034, com pagamento de outorga estimada entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Esse acordo ainda precisa ser aprovado pela ARSAE, mas tende a permanecer válido mesmo após a privatização. Analistas observam mudanças regulatórias que podem ser favoráveis, incluindo a revisão da metodologia do WACC e novas regras para o compartilhamento de ganhos de eficiência.

Maiores quedas do dia

Por outro lado, o pregão também teve suas quedas, sendo mais notável o tombo da Unipar (BOV:UNIP3), que perdeu 11,04% do seu valor de mercado.

O Banese (BOV:BGIP3) viu uma queda de 7,83%, enquanto Inepar (BOV:INEP4) registrou um recuo de 7,76%. A Azevedo & Travassos (BOV:AZEV3) apresentou uma queda de 3,7%, ao passo que sua unit (AZEV11) obteve alta.

No setor de varejo e serviços, o Grupo SBF (BOV:SBFG3) caiu 5,7%. Outras quedas notáveis incluem Ultrapar (BOV:UGPA3), Sanepar (BOV:SAPR4) e Sequoia (BOV:SEQL3), as quais recuaram 5,12%, 5,08% e 6,91%, respectivamente.

A Hapvida (BOV:HAPV3) teve uma redução de 6,0%, pressionada pela determinação da ANS para que a operadora revise seu balanço regulatório, que inclui um ajuste de quase R$ 866 milhões ligado ao Programa Desenrola, após a agência ter rejeitado um recurso apresentado na última sexta-feira.

Taxas de juros futuras e tendências

No âmbito da renda fixa, as taxas dos DIs apresentaram uma queda nesta segunda-feira, mas ainda estão longe de reverter o salto de mais de 50 pontos-base observado na sexta-feira. O DI para janeiro de 2028 encerrou em 13,13%, após ter registrado mínima de 13,05% e máxima de 13,215% ao longo do dia, comparado aos 13,243% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2035 terminou em 13,48%, abaixo dos 13,57% do dia anterior, refletindo um prêmio de risco relevante.

A correção mais acentuada durante o dia foi limitada pela falta de confirmação sobre uma possível desistência de Flávio Bolsonaro, uma situação que poderia recolocar Tarcísio no radar e reduzir incertezas em relação à condução de reformas a partir de 2027. Em paralelo, os rendimentos dos Treasuries de dez anos avançaram para 4,168%, enquanto os investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve na quarta-feira, adicionando uma camada de cautela global ao clima dos mercados.

Discussões fiscais e fiscalização em pauta

Em um contexto mais amplo, o debate fiscal continua sendo central na precificação dos ativos brasileiros. A Instituição Fiscal Independente (IFI) projeta que o governo Lula encerre seu mandato com cerca de R$ 147,7 bilhões em exceções aos limites do arcabouço entre 2023 e 2026, enquanto estimativas da Warren Investimentos apontam R$ 134,6 bilhões para o período.

Os números merecem destaque: em 2023, as exceções totalizaram R$ 241,3 bilhões; para 2024, a previsão é de R$ 31,9 bilhões; em 2025, a IFI projeta R$ 41,5 bilhões e, para 2026, R$ 74,3 bilhões.

A meta estipulada é de alcançar um déficit primário zero em 2025 e um superávit de 0,25% do PIB em 2026, o que exige disciplina em um cenário de pressões políticas e sociais em prol de um aumento nos gastos e de uma agenda eleitoral já antecipada.

Boletim Focus e expectativas sobre a inflação

O boletim Focus reforçou um viés ligeiramente mais otimista em relação à inflação, o que, em certa medida, contribui para a narrativa favorável a cortes futuros nas taxas de juros. A projeção para o IPCA de 2025 caiu de 4,43% para 4,40%, marcando a quarta queda consecutiva. Para 2026, a expectativa recuou de 4,17% para 4,16%; enquanto as previsões para 2027 e 2028 se mantiveram em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Com um sistema de meta contínua que estabelece um objetivo de 3%, com uma tolerância que varia de 1,5% a 4,5%, o cenário atual indica que a inflação está dentro da banda, diferentemente do que ocorreu em 2024, quando o índice ultrapassou o teto. Essa situação melhora a percepção de que a política monetária pode se tornar menos restritiva sem perda imediata de credibilidade, embora o Banco Central mantenha um discurso firme para conter expectativas inflacionárias.

Perspectivas da XP para ativos brasileiros

A XP acredita que a queda simultânea das taxas de juros nos Estados Unidos e da Selic no Brasil em 2026 representará “uma combinação muito poderosa” para ativos locais. A XP prevê que o ciclo de cortes começará em março, com a taxa básica baixando de 15% para 12% até o final do ano, admitindo a possibilidade de antecipação caso os dados de atividade e preços confirmem um arrefecimento.

Para a bolsa, a XP enfatiza que o tamanho do ciclo é mais relevante do que a data exata do primeiro corte. A instituição projeta que o Ibovespa atinja 185 mil pontos até o final de 2026 e prevê uma transição gradual dos investidores do CDI para ativos de risco, à medida que a Selic se aproximar de índices de um dígito. Mesmo em perfis agressivos, a renda fixa ainda deverá compor aproximadamente 50% das carteiras, divididas entre papéis indexados à inflação, pós-fixados e prefixados.

Perspectivas para o setor bancário

No que diz respeito ao setor bancário, espera-se que os bancos encerrem 2025 com um desempenho robusto. Com exceção do Banco do Brasil (BOV:BBAS3), todas as grandes instituições financeiras apresentaram altas de pelo menos 30% no ano, com o Bradesco (BOV:BBDC4) acumulando um crescimento de 60% e o Itaú (BOV:ITUB4) avançando cerca de 50%. Essa recuperação foi sustentada por resultados financeiros sólidos e um fluxo significativo de investimentos estrangeiros, após um início de ano com preços em níveis deprimidos.

Para 2026, o JPMorgan prevê um cenário mais diferenciado entre as instituições. No Itaú, o foco será na redução de custos, com o fechamento de 350 a 400 agências e uma desaceleração nas despesas. Já no Bradesco, a prioridade será acelerar o plano de transformação, aceitando custos mais altos a curto prazo em troca de ganhos estruturais de eficiência.

O Banco do Brasil vê o agronegócio como sua principal preocupação. A instituição já renegociou R$ 13 bilhões em empréstimos no âmbito da MP 1.314 e espera alcançar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões nesse processo. O banco não prevê reversão de provisões, com abril, que marca o início dos pagamentos do plano de safra, sendo um período crucial.

Por sua vez, o Santander enfrenta a dificuldade de normalizar a alíquota de imposto em 2026, após períodos de base artificialmente baixa em 2025.

Desafios no agronegócio

No setor do agronegócio, o ambiente é marcado por margens comprimidas e incertezas. Nos Estados Unidos, o governo anunciou um pacote de US$ 11 bilhões para apoiar agricultores impactados pelo aumento das tarifas, que, após retaliações, especialmente da China, causaram uma perda de bilhões de dólares em exportações de soja, que foram taxadas em 20% pelo país asiático.

Internamente, os produtores de ovos no estado de São Paulo enfrentam uma pressão simultânea de aumento de custos e de queda de preços. De acordo com o Cepea, a capacidade de compra em relação ao milho e ao farelo de soja vem diminuindo há meses. O preço do milho subiu de 67,52 para 70,30, refletindo uma demanda reativada e uma oferta mais restrita, já que os vendedores priorizam o estoque e a semeadura da safra de verão.

Enquanto isso, as cotações dos ovos seguem em queda. Em Bastos (SP), o ovo branco tipo extra foi negociado, em média, a R$ 131,48 por caixa de 30 dúzias em novembro, mostrando uma queda de 6% em relação a outubro. Os ovos vermelhos apresentaram uma média de R$ 144,98, com um recuo de 5,9% no mês. Em diversas praças, as desvalorizações nas últimas semanas alcançaram até 8%, com um aumento nos estoques nas granjas e os produtores sendo flexíveis nas negociações.

O cenário externo também complica a situação. O aumento de 50% das tarifas imposto por Donald Trump sobre ovos brasileiros, iniciado em agosto, reduziu o ímpeto das exportações para os EUA, que haviam crescido substancialmente no início do ano durante a “crise do ovo” nos Estados Unidos.

As exportações brasileiras recuaram no terceiro trimestre, totalizando 9,46 mil toneladas, o que representa um declínio de 42% em relação ao trimestre anterior, embora o número ainda seja 99,8% maior do que no mesmo período do ano passado, com o Japão se tornando o principal comprador.

Outro segmento dentro da agroindústria que passa por ajuste é o da mandioca. Os preços recuaram 4,4% na última semana, a maior queda para esse período desde julho, impulsionada por uma colheita acelerada, necessidade de capital dos produtores e uma demanda industrial em declínio. Entre 1º e 5 de dezembro, o preço médio a prazo da tonelada postada fecularia foi de R$ 530,81, o que equivale a R$ 0,9232 por grama de amido.

Em termos reais, deflacionados pelo IGP-DI, essa queda chega a 23,8% em doze meses, aliviando as pressões de custo na cadeia produtiva de derivados como fécula e farinha, mas impactando a renda dos produtores.

No mercado de açúcar, 2025 foi marcado por uma forte queda nos preços na ICE, com um recuo de 24% ao longo do ano. O Citi prevê que 2026 será um ano desafiador, com preços do açúcar já baixos e possível queda do etanol, o que pode comprimir as margens das usinas brasileiras.

Na bolsa, São Martinho (BOV:SMTO3), Raízen (BOV:RAIZ4) e Jalles Machado (JALL3) acumulam perdas superiores a 41%, 60% e 35%, respectivamente, até meados de dezembro. O banco avalia que Raízen será a mais impactada, enquanto São Martinho deve se beneficiar de melhor eficiência industrial, e Jalles terá grandes volumes já protegidos por hedge. Catalisadores positivos dependerão da mudança no mix de produção, reduzindo açúcar e aumentando a produção de etanol, assim como uma potencial alta do petróleo, que aumentaria a competitividade do biocombustível em comparação à gasolina.

Setor de defesa como oportunidade industrial

No aspecto estrutural, um estudo do Observatório Nacional da Indústria, da CNI, destaca um potencial significativo na nacionalização parcial da cadeia de defesa. Se o Brasil passasse a produzir cerca de 30% dos itens de defesa atualmente importados, como coletes, trajes antibombas, mísseis e componentes aeroespaciais, isso poderia resultar em um impacto de R$ 60,9 bilhões na produção, gerar 226 mil empregos diretos e indiretos e arrecadar R$ 9,9 bilhões em tributos.

O simulador projeta que 123 mil vagas formais seriam criadas, com 6,9 mil em ocupações inovadoras, 2,4 mil em áreas técnico-científicas de pesquisa e desenvolvimento, 5,3 mil para técnicos e tecnólogos e 1,2 mil para engenheiros.

Investimentos em infraestrutura aeroportuária

No que tange à infraestrutura, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 4,64 bilhões para o plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos da Aena Brasil. Entre eles, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, receberá cerca de R$ 2 bilhões. O financiamento é estruturado como project finance non-recourse e complementado por R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões em linha Finem, totalizando R$ 5,7 bilhões em apoio.

As obras estão previstas para serem concluídas até junho de 2028 em Congonhas e até 2026 nos demais terminais, com expectativa de gerar mais de 2 mil empregos durante a execução e 700 em caráter permanente. O terminal de passageiros em Congonhas deve ser ampliado de 61 mil m² para 134 mil m², incluindo novas pontes de embarque e a expansão de áreas comerciais para 43 mil m². O financiamento recebeu um rating AAA.br, indicando baixo risco de crédito.

Desafios no setor automotivo

Na economia real, a Anfavea divulgou dados insatisfatórios do setor automotivo para o mês de novembro. A produção de veículos caiu 8,2% em comparação ao mesmo mês de 2024, enquanto as vendas apresentaram o melhor desempenho de 2025, com uma média diária de 12,6 mil unidades, ainda assim abaixo do que foi registrado um ano antes. A entidade já admite que a previsão de alta de 7,8% na produção para este ano provavelmente não será alcançada.

A pressão sobre o setor decorre especialmente da restrição monetária. Em novembro de 2024, a Selic estava em 11,3%; atualmente, esse valor chega a 15%. Os juros médios para pessoas físicas aumentaram de 26,4% para 27,4% no mesmo período, onerosos para o crédito relacionado à compra de veículos. A produção de caminhões registrou a quarta queda consecutiva, com uma retração mensal média de 26%, enquanto as exportações de veículos sofreram uma diminuição de 13%, influenciadas pela fraqueza da demanda argentina. O estoque de produtos importados aumentou para 153 dias, o que equivale a cinco meses de consumo.

Risco Brasil em foco no Congresso

O Congresso se aproxima do final do ano com uma pauta carregada. A promulgação da PEC que concede imunidade de IPVA para veículos com 20 anos ou mais visa beneficiar famílias de baixa renda, embora também impacte a arrecadação estadual. Discussões sobre a PEC da Segurança Pública, o piso nacional para profissionais da educação básica não docentes e o marco de serviços de aplicativos de transporte e entrega estão em destaque.

O escândalo relacionado ao Banco Master, que envolve operações supostamente fraudulentas que somam até R$ 12 bilhões e que impactaram a Rioprevidência, será tema de audiências nas quais participarão o Banco Central, a Fazenda e instituições de controle, enquanto o Conselho de Ética da Câmara analisa represálias contra diversos deputados.

No Senado, avança a polêmica PEC do marco temporal indígena, além de discussões sobre a acumulação de cargos de professor e benefícios para servidores públicos.

Simultaneamente, os Correios estão em processo de reestruturação, buscando solução para a necessidade de recursos na ordem de R$ 20 bilhões entre 2025 e 2026. A empresa está negociando uma operação de crédito com garantia do Tesouro, que se opõe a juros superiores a 120% do CDI, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu a possibilidade de um aporte direto, condicionada à aprovação de um plano de recuperação.

Desempenho do mercado internacional

Os mercados internacionais operaram com um tom levemente negativo. Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 0,45%, o S&P 500 teve uma queda de 0,35%, enquanto o Nasdaq perdeu 0,14%.

Na Europa, o índice STOXX 600 fechou com baixa de 0,07%. Em contrapartida, o DAX subiu 0,07%, o CAC 40 caiu 0,08% e o FTSE 100 recuou 0,23%. As bolsas asiáticas tiveram desempenhos mistos: a China teve altas com o SSEC +0,54% e o CSI300 +0,81%; em Hong Kong, o Hang Seng encerrou com uma queda de 1,23%, e o Nikkei subiu 0,2%.

O superávit comercial da China ultrapassou US$ 1 trilhão no acumulado até novembro, sendo a primeira vez que esse patamar é alcançado. As exportações cresceram 5,9% em novembro comparado ao mesmo período do ano anterior, revertendo uma queda de 1,1% em outubro e superando a expectativa de alta de 3,8%. O saldo de novembro foi de US$ 111,7 bilhões, superior aos US$ 100,2 bilhões estimados pelo mercado. As remessas para os EUA caíram 29% nesse período, enquanto as exportações para a União Europeia aumentaram 14,8%, para a Austrália 35,8% e para as economias do sudeste asiático 8,2%. A tarifa média imposta pelos EUA sobre produtos chineses está em 47,5%, acima do patamar crítico de 40% que afeta as margens dos exportadores.

Expectativa sobre o petróleo e a situação na Ucrânia

No mercado de commodities energéticas, os contratos futuros de petróleo fecharam a sessão com uma baixa de cerca de 2%. O WTI para janeiro encerrou em US$ 58,88 por barril, com uma queda de US$ 2,80 (-2%), enquanto o Brent para fevereiro caiu US$ 1,26 (-1,98%), passando a valer US$ 62,49. Os investidores estão monitorando as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, apesar das recentes trocas de ataques, e aguardam a decisão do Federal Reserve.

Perspectivas do Ibovespa

No panorama geral, o Ibovespa se encontra entre um cenário externo que ainda favorece os mercados emergentes, com o dólar apresentando uma tendência à fraqueza, juros em queda nos Estados Unidos e uma política fiscal expansionista por lá, e um quadro doméstico de ruídos políticos, incertezas fiscais e as próximas eleições de 2026 já impactando o mercado.

A queda observada na sexta-feira, provocada pela surpresa em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro, exemplifica quão sensível o mercado está a qualquer alteração na percepção sobre austeridade fiscal.

Além disso, a combinação esperada de juros menores nas duas economias, uma agenda de infraestrutura robusta, o potencial da indústria de defesa e uma reprecificação de setores como o bancário, o de saneamento e o agro mantém a tese estrutural para os ativos brasileiros ativa.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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