Volume de Dívidas no Brasil em 2026
O volume de dívidas no Brasil atingiu 332 milhões em 2026, conforme informações divulgadas pela Serasa Experian durante uma coletiva sobre os 10 anos do Mapa da Inadimplência. Esse número representa um aumento significativo de 43% em comparação com 2016, evidenciando a deterioração das condições financeiras das famílias ao longo da última década. O crescimento das dívidas reflete não apenas a ampliação da oferta de crédito, mas também as dificuldades persistentes enfrentadas pelas diferentes classes sociais na recuperação da renda real.
Dívida Média por Consumidor
No mesmo período, a dívida média por consumidor experimentou um aumento de 12,2%, passando de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13, sendo que esses valores já foram ajustados de acordo com a inflação. A inadimplência observa uma predominância entre os mais pobres, demonstrando que 48% dos brasileiros inadimplentes recebem até um salário mínimo. Essa realidade reforça o caráter estrutural do endividamento no país e sua relação intrínseca com a vulnerabilidade econômica das populações mais desfavorecidas.
Mudanças no Perfil dos Inadimplentes
O levantamento também revela uma alteração significativa no perfil etário dos inadimplentes. Em 2016, pessoas com mais de 60 anos representavam apenas 12,23% do total, sendo essa a menor participação entre as faixas etárias. Dez anos depois, esse grupo aumentou sua presença para 19,41%, resultando em um avanço de 7,18 pontos percentuais. Em contrapartida, a participação de jovens entre 18 e 25 anos caiu de 15,93% para 11,45%, indicando uma possível maior cautela ou, alternativamente, um acesso limitado ao crédito por essa faixa etária.
Análise por Gênero entre os Inadimplentes
Ao se analisar o cenário a partir da perspectiva de gênero, verifica-se uma inversão ao longo da década. Em 2016, os homens eram a maioria entre os inadimplentes, correspondendo a 50,2% do total, enquanto as mulheres representavam 49,8%. Em 2026, as mulheres tornaram-se predominantes neste contexto, com 50,5% e 49,5% dos homens entre os inadimplentes. Essa mudança sinaliza transformações no comportamento financeiro e no acesso ao crédito entre os gêneros.
Implicações Macroeconômicas da Aumento da Inadimplência
Do ponto de vista macroeconômico, a alta taxa de inadimplência tende a pressionar o sistema financeiro nacional. Esse cenário pode resultar em um aumento nas provisões bancárias e em restrições na concessão de crédito. A atual situação poderá ter repercussões negativas sobre o consumo, que é o principal motor do PIB brasileiro. Além disso, os efeitos da elevada inadimplência podem influenciar o câmbio e os juros, já que um nível alto de inadimplência eleva a percepção de risco no mercado interno e pode impactar a curva de títulos públicos.
(Serasa Experian)
Fonte: br.-.com


