Preocupação com o aumento do preço do GLP
O Sindigás, que é o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo, expressou sua preocupação com a possibilidade de um aumento nos preços do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em razão dos leilões programados pela Petrobras para o dia 27 de abril. A informação foi destacada por Sérgio Bandeira de Mello, representante da entidade.
Detalhes sobre os leilões
Segundo Bandeira de Mello, a estatal está planejando leiloar mais de 15% do GLP disponível, com um ágio mínimo superior a 30% em relação ao preço de tabela. Essa ação tem o potencial de resultar em um aumento entre R$ 11 e R$ 12 por botijão de gás com 13 quilos, podendo alcançar valores entre R$ 26 e R$ 30 por unidade, o que seria considerado “absolutamente desastroso” neste contexto econômico atual.
Redução na oferta de GLP
O representante do Sindigás explicou que a Petrobras tradicionalmente oferta cerca de 600 mil toneladas de GLP. No entanto, a empresa decidiu reduzir essa oferta em aproximadamente 90 mil toneladas, o que gera uma escassez artificial no mercado.
Bandeira de Mello alertou que a implementação de uma metodologia de leilão com preços fora da tabela estabelecida pela Petrobras pode agravar a situação. Ele ressaltou que, devido à percepção de escassez no mercado internacional, e considerando que a Petrobras está leiloando uma parte que já tinha sido retirada de ofertas contratadas, é provável que os preços não se estabilizem em R$ 900 por tonelada.
Experiências passadas do setor repercutem a preocupação
Bandeira de Mello também recordou um leilão realizado há aproximadamente um ano, onde o ágio inicial era em torno de R$ 850. No entanto, o valor final pago pelas distribuidoras ultrapassou R$ 2.700 a R$ 3.000 por tonelada, em consequência da intensa competição entre as distribuidoras por um produto considerado escasso. O setor de distribuição clama por maior transparência nos preços praticados.
Ele afirmou: “Nosso desejo não é que a Petrobras subsidie de maneira alguma ou que crie qualquer tipo de artificialização. Pelo contrário, queremos que haja efetivamente transparência em relação ao preço objetivo, mas que este preço seja mantido como preço de tabela. Assim, será possível conhecê-lo e evitar que o mercado sofra excessivamente com essas oscilações.”
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


