Petróleo cai mais de 3% devido a preocupações sobre a oferta; WTI atinge menor nível em quase um mês

Instalações de petróleo permanecem intactas após ataques dos EUA à Venezuela, afirma Reuters

by Editoria Bolsa e Mercado
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Produção e Refino de Petróleo na Venezuela

A produção e o refino de petróleo na Venezuela, que são controlados pelo Estado, não sofreram danos decorrentes dos ataques realizados pelos Estados Unidos, e operam normalmente neste sábado, 3 de fevereiro, conforme informaram fontes com conhecimento das operações da empresa estatal de energia, PDVSA, à agência de notícias Reuters.

Ação Militar dos Estados Unidos

Durante a madrugada de hoje, os Estados Unidos realizaram uma ação militar na Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa. Essa ação militar foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após meses de tensão entre as duas nações, que foram intensificadas por acusações de tráfico de drogas e questionamentos sobre a legitimidade do governo venezuelano.

O Porto de La Guaira, que é um dos maiores do país, embora não seja utilizado para a exportação de petróleo, teria sofrido danos significativos, segundo uma das fontes consultadas.

Impactos nas Exportações de Petróleo

No mês de dezembro, Trump anunciou um bloqueio aos navios petroleiros que entram ou saem da Venezuela. Como resultado, os Estados Unidos apreenderam duas cargas de petróleo venezuelano, o que levou a uma grande redução nas exportações do país, integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). No mês passado, as exportações caíram para cerca de metade dos 950.000 barris por dia (bpd) que foram enviados em novembro, conforme dados de monitoramento e documentos internos.

As ações tomadas pelos Estados Unidos provocaram uma diminuição na presença de proprietários de embarcações nas águas venezuelanas, resultando em um aumento rápido nos estoques de petróleo e combustível da PDVSA. A estatal foi obrigada a desacelerar as entregas nos portos, além de armazenar petróleo em navios-tanque, a fim de evitar interrupções na produção ou no refino de petróleo.

Adicionalmente, o sistema administrativo da PDVSA ainda não se recuperou completamente de um ataque cibernético sofrido em dezembro, que forçou a empresa a isolar terminais, campos de petróleo e refinarias do seu sistema central, obrigando-a a recorrer a registros escritos para manter as operações em andamento.

Qual o Impacto nos Preços do Petróleo?

Os preços do petróleo são frequentemente considerados um “termômetro de risco” para o mercado, e tendem a ser diretamente influenciados por tensões geopolíticas. Nas últimas semanas, a crescente tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela já estava sendo precificada nas cotações do petróleo.

Contudo, o mercado mantém sua visão sobre o conflito como um potencial risco, que inclui a possibilidade de interrupções na produção e exportação. Caso tais interrupções ocorram, é provável que isso leve a um aumento nos preços do petróleo. É relevante lembrar que a Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo.

Após os ataques, Trump afirmou que os Estados Unidos estarão “fortemente envolvidos” no setor petrolífero da Venezuela. “Temos as maiores empresas petrolíferas do mundo, as melhores, e vamos nos envolver muito nisso”, declarou em uma entrevista à Fox News neste sábado.

No entanto, o mercado também está atento a outros fatores: as negociações de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e a expectativa de estabilidade na produção pelos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+), que se reúnem neste domingo, 4 de fevereiro.

Fechamento do Mercado

No último fechamento, registrado na sexta-feira, 2 de fevereiro, os contratos mais negociados do petróleo Brent, que serve como referência para o mercado internacional, para o mês de março, fecharam com uma queda de 0,16%, sendo cotados a US$ 60,75 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro observaram uma redução de 0,17%, com cotação de US$ 57,32 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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