Inflação no Brasil em Março de 2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) demonstrou uma aceleração significativa da inflação no Brasil no mês de março de 2025. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 10 de abril, os preços subiram 0,88% nesse período. Em um intervalo de 12 meses, o IPCA acumulou uma alta de 4,14%.
Expectativas dos Economistas
A expectativa de economistas era que os preços avançassem 0,7% no mês e que a inflação acumulada em 12 meses chegasse a 4%. Para comparação, em março de 2024, o índice havia registrado uma variação de 0,56%.
Contribuição dos Grupos
A leitura mais alta do indicador foi impulsionada, em grande parte, pelos setores de Transportes e Alimentação e Bebidas. No grupo de Transportes, a alta foi de 1,64%, o que contribuiu com 0,34 ponto percentual para o índice. Já Alimentação e Bebidas teve um aumento de 1,56%, responsável por uma contribuição de 0,33 ponto percentual. Juntos, esses dois grupos representaram 76% da inflação total registrada no período analisado.
Variações nos Demais Componentes
Entre os outros componentes do índice, as variações de preços foram bastante distintas, com valores variando entre 0,02% para Educação e 0,65% para Despesas Pessoais.
Resultados dos Grupos do IPCA
Abaixo estão os resultados das variações dos preços entre os diferentes grupos que compõem o IPCA:
- Alimentação e Bebida: 1,56%
- Habitação: 0,22%
- Artigos de Residência: 0,51%
- Vestuário: 0,46%
- Transportes: 1,64%
- Saúde e Cuidados Pessoais: 0,42%
- Despesas Pessoais: 0,65%
- Educação: 0,02%
- Comunicação: 0,19%
Aceleração no Grupo Transportes
Dentro do grupo de Transportes, a aceleração foi notável, com a taxa de aumento saltando de 0,74% em fevereiro para 1,64% em março. Este crescimento foi principalmente influenciado pelos preços dos combustíveis. No período, a variação dos preços dos combustíveis registrou um avanço de 4,47%.
Impacto dos Combustíveis
A gasolina teve um papel crucial nesse aumento. Após uma queda de 0,61% em fevereiro, o preço da gasolina subiu 4,59% em março, sendo este o item que teve o maior impacto individual no índice, com uma contribuição de 0,23 ponto percentual. O óleo diesel também apresentou uma expressiva alta, elevando-se de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, o que contribuiu com 0,03 ponto percentual para o índice. O etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular registrou uma queda de 0,98%.
Serviços também Impactam o Índice
Entre os serviços, as passagens aéreas continuaram a pressionar o índice, embora de maneira menos intensa. A alta nesse segmento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano apresentaram um avanço de 1,17%, reflexo de reajustes realizados em algumas cidades e mudanças nas políticas de gratuidade. No que diz respeito a outros modos de transporte, como táxi, metrô e ônibus intermunicipais, os aumentos foram mais moderados.
(Fonte: IBGE)
Fonte: br.-.com


