Ipea: Custos com energia e saúde aumentam, mas alimentos ajudam a mitigar a inflação entre os de baixa renda.

Ipea: Custos com energia e saúde aumentam, mas alimentos ajudam a mitigar a inflação entre os de baixa renda.

by Fernanda Lima
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Preços de Alimentos e a Inflação em 2025

Os preços de alimentos essenciais na cesta de consumo apresentaram uma queda em 2025, incluindo itens como arroz e feijão, o que contribuiu para a diminuição da inflação percebida pelas famílias de baixa renda. Entretanto, aumentos nos custos relacionados a serviços públicos, como eletricidade e gás de botijão, além de despesas com saúde e cuidados pessoais, mantiveram uma pressão inflacionária, conforme destacou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Indicador de Inflação por Faixa de Renda

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostrou que a inflação para famílias com renda muito baixa arrefeceu, passando de um aumento de 4,91% em 2024 para uma alta de 3,81% em 2025. Em contrapartida, para o grupo de renda alta, a inflação teve uma aceleração, passando de 4,43% em 2024 para 4,72% em 2025.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e utilizado pelo Ipea para essas análises, também apresentou uma desaceleração. O IPCA passou de um aumento de 4,83% em 2024 para uma alta de 4,26% em 2025.

Maria Andreia Parente Lameiras, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, comentou que “o resultado consolidado de 2025 indica que, à exceção da faixa de renda alta, todas as demais classes apresentaram queda da inflação em relação a 2024.”

Faixas de Renda Familiar

O indicador do Ipea categoriza as variações de preços do IPCA em seis faixas de renda familiar. A faixa com renda muito baixa é composta por famílias que recebem menos de R$ 2.202,02 ao mês, enquanto a faixa de renda mais alta inclui aquelas que têm uma renda mensal superior a R$ 22.020,22.

Observou-se que, em 2025, as famílias de menor renda enfrentaram uma inflação acumulada ao longo do ano que foi mais branda em comparação com os anos anteriores. Esse movimento contrasta com o que ocorreu em 2024, quando as famílias mais vulneráveis foram mais afetadas por aumentos de preços do que aquelas com rendas superiores.

Lameiras explicou que “essa descompressão inflacionária ao longo de 2025 decorreu, principalmente, da melhora no comportamento dos preços dos alimentos no domicílio. A variação acumulada nesse grupo de produtos recuou de 8,2% em 2024 para 1,4% em 2025.”

Contribuições para a Inflação

Além da queda nos preços dos alimentos, houve também uma desaceleração nos preços de produtos eletroeletrônicos, que passaram de uma variação de -0,8% em 2024 para -5,1% em 2025. Os preços da gasolina também apresentaram uma redução, passando de 9,7% para 1,9% no mesmo período.

Em contraste, os principais fatores inflacionários em 2025, especialmente para as faixas de renda baixa e média, foram os grupos relacionados à habitação e saúde e cuidados pessoais. No segmento de habitação, os aumentos foram influenciados, principalmente, pelos reajustes no preço do gás de botijão, que cresceu 2,5%, e da energia elétrica, com um aumento de 12,3%.

No que diz respeito ao grupo de saúde e cuidados pessoais, os produtos farmacêuticos tiveram uma alta de 5,4%, itens de higiene aumentaram 4,2% e os serviços de saúde mostraram um crescimento de 7,7%. Os planos de saúde também tiveram reajustes, com uma elevação de 6,4%. Para as famílias de renda mais elevada, os grupos de transportes, despesas pessoais e educação também tiveram um impacto significativo, especialmente devido aos aumentos no transporte por aplicativo, que subiu em 56,1%, combustíveis, que tiveram uma alta de 2,3%, serviços de recreação com um aumento de 6,7%, e mensalidades escolares que apresentaram um crescimento de 6,5%.

Variação de Inflação no Final de 2025

Na transição de novembro para dezembro de 2025, observou-se uma aceleração da inflação para o grupo de renda muito baixa, que passou de um aumento de 0,01% para 0,14%. Para as famílias de renda alta, a inflação registrou uma elevação de 0,45% em novembro para 0,51% em dezembro. O IPCA também apresentou uma evolução, passando de 0,18% em novembro para 0,33% em dezembro.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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