Itaú BBA, Santander e XP ajustam suas previsões para a inflação de 2023

Itaú BBA, Santander e XP ajustam suas previsões para a inflação de 2023

by Editoria Bolsa e Mercado
0 comentários

Expectativas Econômicas Elevadas

O acirramento do conflito no Oriente Médio levou a uma revisão significativa nas previsões econômicas para o Brasil. Instituições financeiras como Itaú BBA, Santander e XP aumentaram suas estimativas para a inflação de 2026, passando de uma faixa que variava entre 3,8% e 3,9% para 4,5%. Para o ano de 2027, as novas projeções também foram ajustadas, situando-se entre 4% e 4,1%.

Impacto do Preço do Petróleo

O impacto inicial desse cenário está diretamente relacionado ao preço do petróleo, que eleva inevitavelmente os custos de combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação. Analistas também alertam sobre um efeito cascata que afeta fretes, seguros e custos de produção, resultando em um incremento nos preços de alimentos, produtos industrializados e vestuário.

Crise Logística e Fertilizantes

A logística global está enfrentando graves gargalos, em parte devido ao fechamento do Estreito de Ormuz e às restrições de grandes exportadores, como Rússia e China, o que limita a oferta de fertilizantes. Apesar da safra brasileira atual já estar em cultivos, o Itaú BBA aponta riscos para o plantio do segundo semestre, o que pode impactar a produtividade e elevar os preços de alimentos no futuro.

Impacto nos Transportes e Setor Energético

No contexto interno do Brasil, o aumento do custo do diesel já resultou em elevações nos preços do frete rodoviário, criando tensões entre os caminhoneiros e gerando ameaças de greve. Além disso, no setor elétrico, mesmo sem uma crise hídrica imediata, o Santander adotou em suas previsões possíveis impactos nas tarifas elétricas, considerando o risco de acionamento de termelétricas que utilizam combustíveis fósseis.

Risco de Inflação Inercial

Existem preocupações entre especialistas sobre o fenômeno da inflação inercial, que ocorre quando a percepção de que “tudo está mais caro” faz com que os preços continuem a subir, mesmo após a dissipação do choque inicial. De acordo com o Santander, a continuidade dessas pressões inflacionárias pode ampliar a difusão da alta de preços aos consumidores finais. A incerteza em relação à duração do conflito e ao tempo que será necessário para a reconstrução de refinarias e gasodutos bombardeados indica que os efeitos econômicos resultantes desta situação podem se prolongar por um período significativo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy