Preço-teto do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026
O preço-teto do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, que tem como objetivo a contratação de usinas termelétricas, foi definido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e aprovado pela Aneel na terça-feira, dia 10. No entanto, essa decisão desagradou diversas empresas do setor, levando a uma procura intensificada pela pasta com o intuito de tentar reverter a situação antes da realização do certame.
Detalhes da Proposta
De acordo com a proposta apresentada pelo ministério, o valor estabelecido para a contratação de potência termelétrica, com suprimento previsto para os anos de 2026 e 2027, ficou fixado em R$ 1,12 milhão por megawatt por ano (MW/ano). Para novos investimentos que devem começar a entregar energia entre os anos de 2028 e 2031, o preço-teto foi estipulado em R$ 1,6 milhão por MW/ano. As usinas termelétricas já existentes permanecem com o mesmo valor de R$ 1,12 milhão por MW/ano.
Esse valor estabelecido é considerado inferior a metade do que o mercado considera viável para garantir a contratação da energia necessária nos próximos anos.
Reações do Setor
Informações obtidas a partir de fontes do setor indicam que muitas empresas se dirigiram ao ministério na mesma terça-feira, expressando preocupações de que o preço-teto aprovado tornaria inviável a participação no leilão. As empresas argumentaram que a quantia não seria suficiente para cobrir uma ampla gama de custos essenciais relacionados aos projetos.
A partir da perspectiva de agentes do setor, existe um risco elevado de que, se não houver uma revisão dos valores estabelecidos, o número de empresas que se mostrariam interessadas em participar do leilão seria insuficiente. Isso comprometeria o principal objetivo da iniciativa, que é assegurar a estabilidade e segurança do sistema elétrico brasileiro nos anos seguintes.
Fonte: veja.abril.com.br


